ANCELOTTI LAMENTA ELIMINAÇÃO E JÁ PROJETA NOVO CICLO: “NÃO É O FIM”
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 22h05 deste domingo, 05 de julho de
2026.
Técnico acredita que Brasil merecia a vitória e explica
estratégia
O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter
saído vencedor da partida deste domingo (5), contra a Noruega. A derrota por 2
a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), com dois gols do atacante Erling Haaland,
eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior
campanha desde 1990.
"Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi
uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que
trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai
perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de
reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons
e que fizeram a diferença", disse o treinador, em entrevista coletiva.
Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as
transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro
tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a seleção brasileira
adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela
Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes (581 a 291) em
relação à verde e amarela.
"O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos
oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de
bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um
risco para deixar o Haaland no um contra um", explicou Ancelotti.
"Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse
da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland
acabou decidindo", completou o técnico.
O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães
para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O
questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior.
Segundo ele, dentre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha
melhor aproveitamento.
"Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores]
rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os
também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o
[atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo",
justificou o italiano.
Novo ciclo
Com contrato até 2030, renovado antes da Copa, Ancelotti já
vislumbra o próximo Mundial, com sedes em Portugal, Espanha e Marrocos.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não confirmou
ainda, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos, no país, contra a
seleção canarinho para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e
Brisbane.
"Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no
que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros
mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando
passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um
começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo
ciclo", concluiu o técnico.
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Com informações da Agência Brasil.





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