POLÍCIA FEDERAL SANGRA NA CARNE: ‘PROCESSOS DICIPLINARES CONTRA AGENTES DA INSTITUIÇÃO LIGADO A VORCARO’; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 02
horas de sábado, 27 de junho de 2026.
Boletim eletrônico divulgado nesta sexta (26) pela corporação
anunciou a instauração de PADs contra agentes suspeitos
A Polícia Federal instaurou processos administrativos
disciplinares (PADs) contra policiais investigados na Operação Compliance Zero,
que apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao banqueiro Daniel
Vorcaro e ao banco Master. A abertura dos procedimentos foi publicada no
boletim eletrônico divulgado hoje pela corporação e marca um novo desdobramento
interno das investigações.
Entre os alvos estão o agente Anderson Wander da Silva Lima,
lotado no Rio de Janeiro, e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva, já
afastada por decisão judicial durante a operação.
Segundo as investigações, ambos teriam realizado consultas
indevidas em sistemas da PF e repassado informações sigilosas à organização
investigada.
O PAD é o instrumento usado pela administração pública para
apurar infrações funcionais de servidores. O procedimento é independente da
investigação criminal e pode resultar em sanções que vão de advertência à
demissão.
A abertura dos processos não implica condenação, mas indica a
existência de indícios suficientes para apuração interna.
Suspeita de vazamentos
A Compliance Zero identificou um núcleo responsável por obter
informações protegidas e acessar sistemas oficiais de forma irregular.
Anderson Wander é apontado como responsável por consultas
indevidas em bases da corporação. Já a delegada Valéria Vieira teria acessado
procedimentos fora de sua atribuição funcional.
As suspeitas levaram à prisão do agente e ao afastamento da
delegada durante fases da operação autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PF, integrantes da organização obtinham informações
antecipadas sobre diligências e medidas investigativas.
Apuração interna
Os PADs abrem uma frente administrativa paralela às
investigações criminais em curso no STF.
Os procedimentos serão conduzidos pela corregedoria da PF,
responsável por apurar a responsabilidade funcional dos servidores.
As punições podem incluir advertência, suspensão ou demissão,
conforme as conclusões das comissões disciplinares.
Até o momento, a corporação não informou o número total de
servidores envolvidos nem os prazos para conclusão das apurações.
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Com informações ICL Notícias/Foto reprodução.
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