EXÉRCITO BRASILEIRO RELEMBRAR O "JOGO DA PAZ" ENTRE BRASIL E HAITI, AMISTOSO DE 2004

(Crédito: foto montagem do Blog Eterno Aprendiz)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 4h03 deste domingo, 21 de junho de 2026.

Publicação em rede social recupera a história do amistoso disputado em meio à MINUSTAH, missão de estabilização liderada pelo Brasil no Haiti, às vésperas do reencontro das duas seleções na Copa do Mundo de 2026

Vinte e dois anos separam os dois jogos, mas a coincidência do calendário não passou em branco. Na sexta-feira (19.jun.2026), véspera do confronto entre Brasil e Haiti pela segunda rodada da Copa do Mundo, o Exército Brasileiro publicou nas redes sociais uma homenagem ao “Jogo da Paz“, amistoso disputado entre as duas seleções em 2004 em meio à missão de paz da ONU no país caribenho.

A publicação, feita no Instagram da instituição, recupera a atuação brasileira na MINUSTAH — a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, que o Brasil liderava no componente militar. O texto destacou que o jogo vai muito além do que acontece dentro de campo, lembrando o papel das tropas brasileiras na missão da ONU.

Uma missão nascida da instabilidade política

A MINUSTAH foi criada pela ONU em 2004, em meio ao cenário de instabilidade política e social vivido pelo Haiti depois da deposição do então presidente Jean-Bertrand Aristide. Coordenada pelo Brasil, a missão tinha como objetivo restabelecer a ordem e contribuir para a estabilização do país.

Foi dentro desse contexto, e não como evento isolado, que a Seleção Brasileira foi convidada a disputar um amistoso em Porto Príncipe. Operações de paz raramente produzem esse tipo de desdobramento simbólico — um jogo de futebol não resolve uma crise institucional, mas oferece algo que a logística militar não consegue sozinha: visibilidade internacional para o trabalho de uma tropa que, na maioria das vezes, opera longe das câmeras.

O dia em que o futebol entrou na missão de paz

Em 18 de agosto de 2004, a delegação brasileira desembarcou na capital haitiana poucas horas antes da partida e seguiu até o estádio Sylvio Cator sob escolta da ONU, em veículos blindados — um detalhe que por si só descreve o nível de risco que ainda rondava o país àquela altura.

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Dentro de campo, o resultado não deixou dúvidas: o Brasil goleou por 6 a 0, com três gols de Ronaldinho Gaúcho, dois de Roger Flores e um de Nilmar. O time comandado por Carlos Alberto Parreira reunia nomes como Roberto Carlos, Ronaldo, Roque Júnior, Gilberto Silva e Belletti — um time de Copa do Mundo jogando, naquele momento, por uma causa que não tinha nada a ver com títulos.

Da escolta blindada ao reencontro na Copa

Passadas mais de duas décadas, o Exército celebrou a relação construída entre os dois países ao longo do período de atuação brasileira no Haiti, e fechou a homenagem com uma frase direta: “Adversários hoje, irmãos para a eternidade”.

As seleções de Brasil e Haiti já se enfrentaram em outras ocasiões: a primeira vez foi em 1974, em Brasília, com vitória brasileira por 4 a 0; o encontro mais recente antes da Copa atual aconteceu em 2016, na Copa América Centenário, em Orlando, com 7 a 1 para o Brasil. Nenhum desses jogos, porém, carregava o peso histórico do amistoso de 2004 — o que ajuda a explicar por que o Exército escolheu justamente essa partida para marcar o momento. O próximo capítulo dessa história se escreve em campo, na partida da segunda rodada da Copa do Mundo de 2026.

Vinte e dois anos separam os dois jogos, mas a coincidência do calendário não passou em branco. Na sexta-feira (19.jun.2026), véspera do confronto entre Brasil e Haiti pela segunda rodada da Copa do Mundo, o Exército Brasileiro publicou nas redes sociais uma homenagem ao “Jogo da Paz“, amistoso disputado entre as duas seleções em 2004 em meio à missão de paz da ONU no país caribenho.

A publicação, feita no Instagram da instituição, recupera a atuação brasileira na MINUSTAH — a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, que o Brasil liderava no componente militar. O texto destacou que o jogo vai muito além do que acontece dentro de campo, lembrando o papel das tropas brasileiras na missão da ONU.

Uma missão nascida da instabilidade política

A MINUSTAH foi criada pela ONU em 2004, em meio ao cenário de instabilidade política e social vivido pelo Haiti depois da deposição do então presidente Jean-Bertrand Aristide. Coordenada pelo Brasil, a missão tinha como objetivo restabelecer a ordem e contribuir para a estabilização do país.

Foi dentro desse contexto, e não como evento isolado, que a Seleção Brasileira foi convidada a disputar um amistoso em Porto Príncipe. Operações de paz raramente produzem esse tipo de desdobramento simbólico — um jogo de futebol não resolve uma crise institucional, mas oferece algo que a logística militar não consegue sozinha: visibilidade internacional para o trabalho de uma tropa que, na maioria das vezes, opera longe das câmeras.

O dia em que o futebol entrou na missão de paz

Em 18 de agosto de 2004, a delegação brasileira desembarcou na capital haitiana poucas horas antes da partida e seguiu até o estádio Sylvio Cator sob escolta da ONU, em veículos blindados — um detalhe que por si só descreve o nível de risco que ainda rondava o país àquela altura.

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Dentro de campo, o resultado não deixou dúvidas: o Brasil goleou por 6 a 0, com três gols de Ronaldinho Gaúcho, dois de Roger Flores e um de Nilmar. O time comandado por Carlos Alberto Parreira reunia nomes como Roberto Carlos, Ronaldo, Roque Júnior, Gilberto Silva e Belletti — um time de Copa do Mundo jogando, naquele momento, por uma causa que não tinha nada a ver com títulos.

Da escolta blindada ao reencontro na Copa

Passadas mais de duas décadas, o Exército celebrou a relação construída entre os dois países ao longo do período de atuação brasileira no Haiti, e fechou a homenagem com uma frase direta: “Adversários hoje, irmãos para a eternidade”.

As seleções de Brasil e Haiti já se enfrentaram em outras ocasiões: a primeira vez foi em 1974, em Brasília, com vitória brasileira por 4 a 0; o encontro mais recente antes da Copa atual aconteceu em 2016, na Copa América Centenário, em Orlando, com 7 a 1 para o Brasil. Nenhum desses jogos, porém, carregava o peso histórico do amistoso de 2004 — o que ajuda a explicar por que o Exército escolheu justamente essa partida para marcar o momento. O próximo capítulo dessa história se escreve em campo, na partida da segunda rodada da Copa do Mundo de 2026.


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Com informações Revista Sociedade Militar. 





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