VÍDEO: TÊM CIDADES QUE APRESENTAM SHOWS; RIO É O SHOW!; CONFIRA
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| (Foto: amanhecer no Rio em Copacaana pós Shakira/Crédito: foto reprodução do Instagram) |
Por: Alvaro Neves
Postagem publicada às 9h40 deste domingo, 03 de maio de 2026
Têm cidades que apresentam shows; o Rio é o show!
Mas após um discurso emocionado, o público já parecia tê-la
perdoado. "Não posso acreditar que estou aqui com vocês. E pensar que eu
cheguei aqui quando tinha 18 anos, sonhando em cantar para vocês. E agora olha
isso."
"Não existe melhor coisa do que quando uma lobinha se
encontra com sua alcateia brasileira", continuou, evocando o animal que
intitula um de seus discos, "She Wolf", e em cuja simbologia de
mulher forte e independente ela tanto vem insistindo em sua atual turnê.
O termo vem se popularizando nas redes como uma descrição de
uma mulher independente, forte, empoderada. Uma apresentação de drones que
antecedeu o show também remeteu ao bicho, mostrando formações que ora remetiam
a uma loba, ora à própria Shakira.
"Vocês já sabem que a minha vida não tem sido fácil nos
últimos anos. Mas o que sei é que nós, mulheres, a cada vez que caímos nos
levantamos um pouco mais sábias, fortes, resilientes. Porque as mulheres já não
choram", acrescentou mais tarde em referência ao título de seu álbum mais
recente, "Las Mujeres Ya No Lloran", de 2024. "E por isso esse
show vai ser dedicado a todas nós".
Com menos de meia hora de show, ela já tinha emendado uma
série de hits, incluindo as mais recentes "Te Felicito" e "Girl
Like Me" às clássicas "Las de La Intuición",
"Inevitable" e "Estoy Aquí". A última fez o público cantar
a plenos pulmões.
Depois, exaltou a versão maternal de sua loba, primeiro com
uma versão de "Acróstico", com participação, gravada, de seus dois
filhos nos telões, e depois com uma apresentação de "Soltera".
Shakira dedicou a última às mães solteiras, citando a estatística de sua
prevalência no Brasil: 20 milhões. "Eu sou uma delas", completou, em
referência à polêmica separação do ex-jogador de futebol Gerard Piqué em 2022.
O momento latino de Shakira foi o que mais pareceu engajar o
público. Com um vestido justinho que remetia a uma teia de fios dourados, a
colombiana esbanjou sensualidade e mostrou seus movimentos de quadril tão
característico em uma sequência que incluiu "Copa Vacía, "La
Bicicleta" e "Hay Amores" - finalizada, para loucura da plateia,
com "Hips Don't Lie".
Então, convocou a salsa de sua Colômbia natal para
interpretações de "Chantaje" -iniciada no camarim, em um momento
metalinguístico - e "Loca". E fez uma performance impressionante de
dança do ventre cantando "Ojos Así".
A sensualidade deu lugar a um tom nostálgico quando uma
montagem lembrando o início da carreira da artista tomou os telões - um início
em que, como ela ressaltou, o Brasil teve um grande papel. Ela cantou dois
sucessos da época, "Pies Descalzos, Sueños Blancos", e
"Antología", e chamou Caetano Veloso ao palco para uma música que
Shakira disse tocar para os filhos.
Foi nessa última parte do show que se concentraram as
participações especiais -antes de Caetano, Anitta já tinha subido ao palco para
cantar uma parceria entre as duas incluída no álbum mais recente da brasileira,
"Choka Choka".
E que participações. O palco se transformou em um Carnaval
fora de hora uma versão de "O que É o que É", de Gonzaguinha, cantada
junto de Maria Bethânia e da bateria da Unidos da Tijuca ocupando todo o palco.
Depois, foi a vez de Ivete Sangalo fazer o público pular com "País
Tropical" - a energia era tal que a sensação de que Shakira não tinha
decorado bem as letras não importou.
A animação continuou alta até o fim do show, com o público
cantando e dançando ao som dos sucessos "Whenever, Wherever" e
"Waka Waka", composta para a Copa do Mundo na África do Sul, em 2010.
O encerramento do show seguiu o roteiro das demais paradas da
turnê de "Las Mujeres Ya No Lloran", com o aparecimento de uma loba
inflável imensa no centro do palco, seus olhos dois feixes de laser, e a
apresentação das músicas "She Wolf", do álbum homônimo, e "Bzrp
Music Sessions, Vol. 53/66", repleta de indiretas nada sutis da cantora
para o ex-marido.
A diferença ficou por conta do figurino - também este collant trazia as cores da bandeira brasileira.
O público, há muito conquistado, obedeceu ao chamado de Shakira e uivou a seu comando. E continuou vibrando quando Shakira desceu do palco para circular entre os convidados da área VIP.
"Eu nunca vou esquecer essa noite. Obrigada, Brasil", despediu-se a cantora enquanto o ritmo de uma bateria de escola de samba aos poucos se apossava da música.
Mais informações no vídeo abaixo:
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Com informações Folhapress/Vídeo é foto reproduções Instagram.


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