VÍDEO: BRASIL FORTE CONTRA O CRIME ORGANIZADO DESDE A ESQUINA ATÉ O ANDAR DE CIMA DOS MAIS ALTO PRÉDIOS, DIZ LULA
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 22h43 desta terrça-feira, 12 de maio
de 2025.
Estruturado em quatro eixos, o Programa Brasil Contra o
Crime Organizado visa combinar a capacidade coercitiva qualificada e
instrumentos de investigação para atingir não apenas a ponta armada, mas ao
comando e à base econômica das facções criminosas
Ao lançar, nesta terça-feira, 12 de maio, em solenidade
realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, o Programa Brasil Contra o Crime
Organizado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um recado claro e
direto a todos aqueles que fazem a engrenagem do crime girar no país: “O ato de
hoje é um sinal para a gente dizer ao crime organizado que eles, em pouco
tempo, não serão mais donos de nenhum território. O território será devolvido
ao povo brasileiro de cada cidade e de cada estado”, afirmou.
Durante a cerimônia, Lula assinou o decreto que institui o
programa, que prioriza a articulação institucional dos governos Federal,
estaduais e municipais, de modo a fortalecer a cooperação e o reforço
operacional, de inteligência e dos instrumentos de investigação. A iniciativa
combate a prática de infrações penais por organizações criminosas, milícias
privadas e grupos paramilitares.
Esse programa está permitindo que a gente possa combater o
crime organizado desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto desse
país. Muitas vezes, o criminoso não é o pobre, não é o negro, não é o
desempregado que está num bairro pobre. Muitas vezes, o responsável está no
andar de cima, engravatado, tomando uísque e zombando da nossa cara. Nós
chegaremos nele um dia”.
Confira a apresentação completa preparada pelo Ministério da
Justiça
Organizado em quatro eixos estruturantes, o Programa Brasil
Contra o Crime Organizado visa combinar a capacidade coercitiva qualificada e
instrumentos de investigação para atingir não apenas a ponta armada, mas chegar
ao “andar de cima”, ao comando e a base econômica das facções criminosas,
desarticulando as estruturas que sustentam o crime organizado no país.
“Esse programa está permitindo que a gente possa combater o
crime organizado desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto desse
país. Muitas vezes, o criminoso não é o pobre, não é o negro, não é o
desempregado que está num bairro pobre. Muitas vezes, o responsável está no
andar de cima, engravatado, tomando uísque e zombando da nossa cara. Nós
chegaremos nele um dia”, frisou Lula.
QUATRO EIXOS – As ações do programa se desenvolverão de
forma articulada em seus quatro eixos de atuação, que representam as dimensões
centrais da atuação do crime organizado no país. O primeiro eixo é a asfixia
financeira do crime organizado, que mira os fluxos de dinheiro ilícito e a
lavagem de dinheiro. O segundo eixo visa a promoção do padrão de segurança
máxima em presídios de todo o Brasil para interromper o comando das facções
exercido a partir das prisões.
O terceiro eixo refere-se à qualificação da investigação de
homicídios, para ampliar a capacidade de resposta do Estado diante da violência
letal. Por fim, o quarto eixo foi estruturado para fortalecer o enfrentamento
ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos e visa desarticular o
mercado ilegal que abastece as organizações criminosas (leia detalhamento de
cada um dos eixos abaixo).
“O Brasil Contra o Crime Organizado enfrenta as quatro
questões mais relevantes: asfixia financeira, investigação, sistema
penitenciário de alta segurança e controle das armas. 73% das mortes violentas
intencionais vêm de arma de fogo. Quanto
mais a gente deixar a arma na mão da polícia, melhor será a segurança”,
destacou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
R$ 11 BILHÕES EM RECURSOS – O programa prevê recursos
diretos da ordem de R$ 1,06 bilhão para 2026, distribuídos entre os quatro
eixos: R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira, R$ 330,6 milhões para
o eixo do sistema prisional, R$ 201 milhões para esclarecimento de homicídios e
R$ 145,2 milhões para ações de enfrentamento ao tráfico de armas. Além disso, o
Governo do Brasil está criando uma linha de crédito específica para a segurança
pública, no valor de R$ 10 bilhões.
“Não se faz um programa dessa natureza, desse patamar, sem
uma financiabilidade adequada. O governo viabilizou um bilhão de reais,
oriundos do Orçamento Geral da União, além de R$ 10 bilhões de financiamento
pelo BNDES, em condições absolutamente favoráveis para estados e municípios”,
ressaltou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e
Silva.
“Cada entrega, cada ação, cada equipamento, cada engajamento
será fundamental para demonstrar à sociedade brasileira o esforço e o
resultado. Isso aqui é fruto de um trabalho de equipe muito sério, muito
dedicado, de muita articulação, de muito diálogo. Sem dúvida nenhuma, nós
teremos resultados muito importantes”, prosseguiu o ministro.
EQUIPAMENTOS – Os estados, municípios e o Distrito Federal
que contratarem essa linha de crédito poderão investir na aquisição de
equipamentos sofisticados e especializados, como viaturas, motocicletas
operacionais, lanchas, embarcações, equipamentos de proteção individual,
equipamentos de menor potencial ofensivo, drones, sistemas de radiocomunicação,
câmeras corporais, videomonitoramento, reforma de estabelecimentos penais,
scanners corporais, bloqueadores de sinal, equipamentos de perícia, informática
e soluções tecnológicas para segurança pública. Os recursos são provenientes do
Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
12.05.2026 - Lançamento do Programa Brasil Contra o Crime
Organizado
RESPOSTA INTEGRADA – Presente à cerimônia, o presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou que a resposta ao crime organizado
demanda, acima de tudo, integração entre as esferas de poder e os órgãos
responsáveis pela segurança no país.
“O crime organizado aproveita a desarticulação do Estado. A
resposta democrática deve ser integrada. Deve respeitar a Constituição,
preservar o Pacto Federativo e garantir que a firmeza do poder público caminhe
ao lado da legalidade. A segurança pública é uma das preocupações mais
concretas da vida nacional. Exige ação coordenada, inteligência, firmeza,
respeito à lei e compromisso permanente com a proteção da vida”, afirmou o
parlamentar. Ele destacou a atuação da Câmara dos Deputados em temas relativos
ao combate ao crime organizado, com destaque para a aprovação na casa da PEC da
Segurança Pública, que agora será votada no Senado.
MINISTÉRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA – O presidente voltou a
ressaltar que assim que a PEC da Segurança Pública for aprovada no Congresso
Nacional ele criará o Ministério da Segurança Pública, para articular as ações
de combate ao crime organizado com estados e municípios. “O dia que o Senado
aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias nós criaremos o Ministério da
Segurança Pública nesse país. Eu sempre recusei aprovar o Ministério da
Segurança Pública enquanto a gente não tivesse definido qual seria o papel do
Governo Federal na Segurança Pública. Nós estamos sentindo a necessidade de que
o Governo Federal volte a participar ativamente, mas com critérios e com
determinação. Porque a gente não quer ocupar o espaço dos governadores e o
espaço da polícia estadual”, afirmou Lula.
DOUTRINA – Presidente do Conselho Nacional de
Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, Pedro Maia
também elogiou a medida anunciada pelo Governo do Brasil. “O Programa Brasil
contra o Crime Organizado reúne aquilo que a melhor doutrina e as melhores
experiências no nosso planeta apresentaram como resultado para uma mudança no
panorama de uma segurança pública efetiva na construção de territórios,
comunidades, estados e uma nação de paz”, declarou.
Conheça, em detalhes, os eixos do Programa Brasil Contra o
Crime Organizado:
EIXO 1 — ASFIXIA FINANCEIRA DO CRIME ORGANIZADO
O foco é atingir os fluxos de recursos que sustentam as
organizações criminosas. Entre as entregas previstas estão a criação das Forças
Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em nível nacional, para
operações interestaduais de alta complexidade e o fortalecimento das atuais
FICCOs estaduais. Também estão previstos a expansão do Comitê Integrado de
Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRAs), o uso de novas
ferramentas de análise criminal e a ampliação da alienação antecipada de bens
do crime organizado, com leilões centralizados no Ministério da Justiça e
Segurança Pública.
O cronograma prevê, entre abril e setembro, operações
integradas mensais das FICCOs estaduais, operações da FICCO Nacional,
instalação de CIFRAs nos estados, soluções tecnológicas para extração de dados
de dispositivos móveis, como telefones celulares, e avanço da alienação
antecipada de bens confiscados dos criminosos.
EIXO 2 — PROMOÇÃO DO PADRÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA NO SISTEMA
PRISIONAL
A prioridade neste eixo é ampliar o controle sobre unidades
estratégicas e interromper a capacidade de articulação criminosa a partir das
prisões. As principais medidas incluem a implantação do padrão de segurança
máxima em 138 unidades estratégicas, nos 26 estados e no Distrito federal, com
aquisição de drones, kits de varredura, raios X, veículos, georradares,
scanners corporais, detectores de metal, soluções de áudio e vídeo e
bloqueadores de celulares. O padrão de Segurança Máxima do programa para os presídios
estaduais tem por foco soluções tecnológicas que, ainda que tenham um escopo
diverso do modelo dos presídios federais, representa um esforço do Governo de
trazer aproximar o padrão de vigilância e segurança dos presídios estaduais ao
sistema penitenciário nacional.
O programa prevê, ainda, a criação do Centro Nacional de
Inteligência Penal (CNIP) para integração nacional de informações; a realização
de operações integradas de inteligência para retirada de celulares, armas,
drogas e outros objetos ilícitos dos presídios; o fortalecimento das agências
de inteligência penitenciária; além da capacitação de servidores e da
padronização de protocolos de segurança.
EIXO 3 — AMPLIAÇÃO DAS TAXAS DE ESCLARECIMENTO DE HOMICÍDIOS
O programa concentra esforços na qualificação da
investigação e da perícia. As ações incluem o fortalecimento das polícias
científicas, a estruturação e qualificação dos Institutos Médico-Legais IMLs),
o fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos e a
articulação do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab). O programa deve
adquirir e distribuir entre os estados equipamentos como equipamentos como
freezers científicos, viaturas refrigeradas para transporte de corpos, mesas de
necropsia, mesas ginecológicas, comparadores balísticos, equipamentos de DNA,
kits de coleta e amplificação de material biológico, armários deslizantes e
cromatógrafos.
EIXO 4 — ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE ARMAS, MUNIÇÕES E
EXPLOSIVOS
O objetivo é coibir o mercado ilegal de armas, munições, acessórios e explosivos e fortalecer a capacidade de rastreamento e investigação. O programa prevê a criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (RENARM), o fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (SINARM), o aparelhamento de delegacias especializadas, cooperação técnica para rastreabilidade, identificação de origem e análise de fluxos, além de operações integradas de combate ao tráfico e ao desvio de armas
O cronograma inclui mobilizações nacionais da RENARM,
operações integradas, rastreadores veiculares, aparelhamento de tecnologia da
informação, instrumentos de investigação e fiscalização de fronteiras, viaturas
4x4 blindadas e semiblindadas, equipamentos optrônicos táticos e aerotáticos,
embarcações, drones, locação de helicópteros, desktops de alta performance,
notebooks avançados e motogeradores.
Confira no vídeo abaixo o momento da assinatura do decreto e o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
*********
Com informações e vídeo Canal Gov/Foto Agência Brasil.







.jpg)

.png)
Comentários