STF MANTÉM DECISÃO QUE REJEITOU REVISÃO DA VIDA TODA DO INSS; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução do arquivo do Blog Eterno Aprendiz) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 10h15 deste sábado, 16 de maio de 2026.
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu nesta sexta-feira (15) manter a decisão da Corte que rejeitou a revisão
da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 1.276.977.
Em novembro do ano passado, a Corte decidiu cancelar a tese
jurídica que permitiu revisão da vida toda das aposentadorias. Na mesma
decisão, o Supremo reafirmou que os aposentados não terão que devolver valores
que foram pagos por meio de decisões definitivas e provisórias assinadas até 5
de abril de 2024, data na qual foi publicada a ata do julgamento que derrubou a
tese de revisão da vida toda.
Em seguida, foram protocolados recursos contra decisão, e o
caso foi colocado para julgamento no plenário virtual, que começou na semana
passada e foi encerrado hoje.
Votos
Por 8 votos a 2, o plenário seguiu voto proferido pelo
relator, Alexandre de Moraes. Ele negou os embargos de declaração e entendeu
que não houve irregularidades na decisão que rejeitou a revisão da vida toda.
“A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O
ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando
necessários quaisquer reparos”, afirmou.
Votaram no mesmo sentido os ministros Cristiano Zanin, Gilmar
Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques.
Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram e votaram pela
suspensão dos processos sobre a revisão da vida toda até decisão final do
plenário do STF.
ADI 2.111
O imbróglio jurídico sobre a revisão da vida toda ainda não
terminou. Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque
no julgamento virtual da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111,
outro processo que trata da questão.
Com o pedido de destaque, o caso voltará a ser analisado pelo
plenário físico. Não há data para a retomada do julgamento.
Entenda
Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não
têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benefício.
A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à
revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas
ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da
Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os
aposentados ganharam o direito à revisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ao julgarem constitucional as regras previdenciárias de 1999,
a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não
pode ser opcional aos aposentados.
Antes da nova decisão do STF, o beneficiário poderia optar
pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado
avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar ou não o benefício.
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Com informações Agência Brasil.
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