VÍDEO: LULA DEIXA A CASA BRANCA APÓS REUNIÃO COM TRUMP; CONFIRA A RECEPTIVIDADE DE TRUMP AO PRESIDENTE BRASILEIRO
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 18h43 desta quinta-feira, 07 de maio de 2026.
Líderes se reuniram e almoçaram juntos na residência oficial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca,
em Washington, após reunião seguida de almoço nesta quinta-feira (7) com o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O encontro durou cerca de três horas, com participação de
ministros de ambos os países. A expectativa era que Lula e Trump atendessem à
imprensa no Salão Oval, mas o plano foi alterado e o líder brasileiro deverá
falar com jornalistas na sede da embaixada brasileira na capital
norte-americana ainda nesta tarde.
Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu
com Lula "muitos tópicos", incluindo questões comerciais e tarifas.
"A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes
têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão
agendadas nos próximos meses, conforme necessário", escreveu o presidente
norte-americano, que chamou Lula de "muito dinâmico".
Lula chegou à Casa
Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi
previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de
tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de
questões geopolíticas e de minerais críticos.
Presidente Lula chega para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca confira no vídeo abaixo:
No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo
de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas.
A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre
apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma
investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e
destinatários de produtos ilícitos.
Fazem parte da comitiva presidencial os ministros das
Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington
César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o
diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Histórico
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa,
desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo
presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas no
seu primeiro mandato.
O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25%
sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil – um dos
principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano.
As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas
combinavam argumentações econômicas e políticas.
Houve também críticas à Suprema Corte do Brasil, no contexto
das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo envolvendo o
ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos atos golpistas que culminaram com
o 8 de janeiro de 2023.
Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre
diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade
comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e,
mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos
legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma
escalada ainda maior por parte do governo dos EUA.
No fim de 2025 e no início de 2026, houve recuo parcial dos
Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma
tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém,
seguem com taxas elevadas.
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Com informações e foto Agência Brasil/Video Instagram.







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