GOVERNO DE ISRAEL INFORMA QUE DEPORTOU O ATIVISTA THIAGO ÁVILA


Por: Alvaro Neves. 

Postagem publicada às 7h49 deste domingo,  10 abril de 2026.

Autoridades israelenses também declararam que o país “não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”

Ministério de Relações Exteriores de Israel informa que o ativista brasileiro Thiago Ávila foi deportado na madrugada deste domingo (10), após permanecer detido desde 29 de abril, quando forças israelenses interceptaram uma flotilha que seguia em direção à Faixa de Gaza, levando ajuda humanitária.

Junto com Ávila, também foi deportado o cidadão espanhol Saif Abu Keshek, que estava na mesma embarcação e havia sido preso durante a ação.

A confirmação das deportações foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em uma publicação na rede social X. No comunicado, o governo israelense classificou os dois como “provocadores profissionais” e afirmou que Thiago Ávila era suspeito de atividades ilegais, enquanto Abu Keshek teria ligação com uma organização terrorista. Ambos negaram as acusações.

As autoridades israelenses também declararam que o país “não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.

Os governos do Brasil e da Espanha consideraram a detenção dos ativistas ilegal. Apesar disso, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, determinou que os dois permanecessem presos até o dia 10 de maio.

O grupo de direitos humanos Adalah, responsável pela defesa legal dos ativistas, também contestou a legalidade da prisão. Segundo a organização, Ávila e Abu Keshek foram informados no sábado (9) de que seriam libertados e transferidos para a custódia das autoridades de imigração antes da deportação.

“O Adalah está acompanhando de perto os desdobramentos para garantir que a libertação da detenção seja cumprida e seguida da deportação nos próximos dias”, informou a entidade.

As autoridades israelenses mantinham os dois sob suspeita de crimes como auxílio ao inimigo e contato com grupo terrorista.

A Faixa de Gaza é administrada majoritariamente pelo Hamas, considerado organização terrorista por Israel e por diversos países ocidentais. O conflito atual teve início após o ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023, desencadeando os ataques israelenses a Gaza, que deixaram grande parte da população local desalojada e dependente de ajuda humanitária, cuja distribuição, segundo agências internacionais, ocorre de forma insuficiente.


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Com informações e foto ICL Notícias. 

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