GOVERNO CRIA SUBSÍDIO DE ATÉ R$ 0,89 PARA SEGURAR PREÇO DA GASOLINA; ENTENDA
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 18h34 desta quarta-feia, 13 de maio de 2026.
O Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (13/5), que
irá subvencionar a gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países.
A ação será autorizada por meio de Medida Provisória e, nos próximos dias,
portaria do Ministério da Fazenda estabelecerá os valores subvencionados. O
subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por
meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A MP, que também vale para o óleo diesel, estabelece que a
subvenção não pode ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os
combustíveis. Atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro,
o que inclui PIS, Cofins e CIDE. O óleo diesel, por sua vez, teve a sua
tributação de R$ 0,35 de PIS e Cofins por litro suspensa no mês de março.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a
importância do alinhamento entre o setor público e os agentes da cadeia de
combustíveis para garantir que os benefícios das medidas adotadas pelo Governo
do Brasil cheguem rapidamente à população, especialmente em um cenário
internacional de instabilidade.
"No momento de guerra deve haver esse espírito cívico e
o espírito da compreensão, de que há um esforço por parte do poder público. Por
isso quero fazer um apelo às distribuidoras e aos postos de gasolina, para que
eles acelerem o processo de repasse dessas medidas tomadas pelo Governo do
Brasil. É preciso proteger a população brasileira e trazer resultados efetivos
para que a gente continue crescendo, para que a gente continue fazendo inclusão
social, para que a gente continue gerando emprego e renda", ressaltou.
A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não
teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra.
Mas poderá ser estendida ao diesel quando a subvenção estabelecida pela Medida
Provisória 1.340, com prazo de duração prevista para os meses de abril e maio,
deixe de ser aplicada.
As medidas utilizarão recursos do Orçamento Geral da União. A
despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no
litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro
do diesel. Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e
participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado
internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno
Moretti, o trabalho feito pelo
Governo do Brasil para enfrentar os impactos econômicos
recentes já começa a refletir na dinâmica dos preços no país. "Após a
adoção das medidas emergenciais pelas quais o país passou, mas também pela
função estrutural do Brasil como exportador líquido de petróleo, a gente já
começa a observar uma desaceleração dos preços", destacou.
Os preços dos combustíveis vêm sendo pressionados pela alta
no preço do petróleo: até o início da guerra em 28 de fevereiro, o barril do
tipo Brent tinha uma cotação inferior a US$ 70, e hoje está a pouco mais de US$
100. A elevação está sendo sentida em países de todo o mundo e, em alguns,
diferente do cenário brasileiro, o risco de desabastecimento está levando a
racionamentos de energia e outras medidas.
Ações do Governo do Brasil
A nova subvenção é mais uma das muitas medidas do Governo do
Brasil para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente
Médio.
Até o momento, já foram anunciadas subvenções de R$ 1,52 por
litro de diesel importado e de R$ 1,12 para o nacional. No caso do diesel
importado, 26 estados aderiram ao regime extraordinário criado pelo Governo do
Brasil e irão contribuir com R$ 0,60 do custo por litro.
O Governo do Brasil também destinou R$ 330 milhões à
subvenção do Gás Liquefeito de Petróleo – o que equivale a R$ 11 em cada
botijão de gás de cozinha. Além disso, os impostos federais (Pis e Cofins) do
diesel e do biodiesel foram zerados com o objetivo de conter os preços.
Além das medidas econômicas, o governo criou regras mais
duras para evitar abusos. A ANP passou a ter a competência – até então
inexistente – de fiscalizar e punir a prática de preços abusivos em postos,
distribuidoras e demais agentes econômicos. E a AgênciaNacional de Transportes
Terrestres (ANTT) passou a ter mais poder para exigir que as empresas respeitem
o piso mínimo do frete dos caminhoneiros, para que eles não sejam afetados pelo
aumento nos combustíveis.
Por fim, o Governo do Brasil criou uma força-tarefa que uniu
Procons de todo o Brasil, a Secretaria Nacional do Consumidor, a ANP e as
polícias Federal e Rodoviária Federal que, desde o início da guerra, já
fiscalizaram mais de 11 mil postos de combustíveis, além de distribuidoras e
refinarias, com o objetivo de coibir a prática de preços abusivos.
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Com informações e foto Canal Gov.





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