VÍDEO: MINISTRO FLÁVIO DINO PEDE VISTA E SUSPENDE JULGAMENTO SOBRE ROYATIES DO PETRÓLEO; CONFIRA
![]() |
| (crédito: foto reprodução do STF para ilustração do texto) |
Postagem publicada às 19h05 desta quinta-feira, 07 de
maios de 2026.
Relatora, ministra Cármen Lúcia, votou para derrubar mudanças
na divisão das receitas entre estados produtores e não produtores
O ministro Flávio Dino pediu vista nesta quinta-feira (7) e
suspendeu o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as regras de
distribuição dos royalties do petróleo entre estados produtores e não
produtores.
Antes da interrupção, a relatora do caso, ministra Cármen
Lúcia, votou contra a ampliação da distribuição dos royalties promovida pela
Lei 12.734/2012.
Ao julgar procedentes as ações apresentadas por Rio de
Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, a ministra defendeu que os royalties têm
natureza compensatória e devem beneficiar principalmente estados e municípios
diretamente impactados pela exploração.
Segundo Cármen, a compensação financeira prevista na
Constituição está ligada aos impactos econômicos, ambientais e sociais causados
pela atividade petrolífera.
“A compensação financeira deve se vincular não à exploração
em si, mas aos problemas que ela gera”, afirmou.
A ministra também sustentou que estados produtores sempre
receberam parcelas maiores justamente por suportarem os maiores impactos da
atividade.
Entenda
O STF analisa cinco ações que questionam trechos da Lei dos
Royalties (Lei 12.734/2012), aprovada pelo Congresso para mudar a divisão das
receitas da exploração de petróleo e gás natural entre União, estados e
municípios.
A norma ampliou a participação de estados e municípios não
produtores na distribuição dos royalties.
A aplicação da lei, porém, está suspensa desde 2013 por uma
liminar da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso. Com isso, seguem valendo as
regras antigas de distribuição.
No julgamento, estados produtores como Rio de Janeiro,
Espírito Santo e São Paulo defendem que os royalties têm natureza compensatória
e devem permanecer concentrados nos entes diretamente impactados pela atividade
petrolífera.
Eles argumentam que a exploração de petróleo gera aumento da
demanda por infraestrutura, saúde, segurança e serviços públicos, além de
impactos ambientais e econômicos. O Rio de Janeiro afirmou no STF que pode
perder cerca de R$ 26 bilhões apenas em 2026 caso as novas regras entrem em
vigor.
Já estados não produtores sustentam que os recursos do
petróleo pertencem à União e devem ser distribuídos de forma mais equilibrada
entre todos os entes federativos.







.png)

.png)

Comentários