TRUMP ANUNCIA CESSAR-FOGO ENTRE ISRAEL E LÍBANO POR 10 DIAS
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(crédito: foto reprodução Wordpress ESBrasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 18h11 desta quinta-feira, 16 de abril
de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou,
nesta quinta-feira (16), que costurou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e
Israel de dez dias a partir da noite de hoje.
A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das
negociações com os EUA.
O parlamentar do Hezbollah, Ibrahim al-Musawi, disse à
agência francesa AFP que o grupo respeitará o acordo se os ataques israelenses
cessarem. O governo em Tel Aviv não se manifestou.
“Acabei de ter excelentes conversas com o altamente
respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi
[Benjamin] Netanyahu, de Israel. Esses dois líderes concordaram que, para
alcançar a paz entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10
dias às 17h [horário de Brasília]”, disse Trump em uma rede social.
Ainda segundo o chefe da Casa Branca, “ambos os lados querem
ver a paz, e acredito que isso acontecerá, em breve!”.
Apesar do anúncio envolver o governo libanês, ele não tem
poder sobre o grupo Hezbollah, que funciona como espécie de partido-milícia
ligado ao Eixo da Resistência, formados por grupos que se opõem às políticas
dos EUA e de Israel no Oriente Médio, entre eles, o Irã.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou, em comunicado,
que agradeceu Trump pelos esforços para se chegar a um cessar fogo no Líbano e
garantir a paz permanente “para alcançar o processo de paz na região e desejou
que ele continuasse esses esforços para um cessar-fogo o mais rápido possível”.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf
Salam, saudou o anúncio de Trump.
“Acolho com satisfação o anúncio do cessar-fogo proclamado
pelo presidente Trump, que constitui uma reivindicação libanesa central pela
qual nos empenhamos desde o primeiro dia da guerra e que foi o nosso objetivo
primordial no encontro de Washington na terça-feira”, disse.
Representantes de Tel-Aviv e do Líbano se reuniram em
Washington nesta semana pela primeira vez desde 1983, ano em que Israel invadiu
o Líbano pela primeira vez.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se manifestou
sobre o suposto acordo.
Segundo o jornal israelense The Times of Israel, os ministros
do gabinete do governo receberam "com surpresa" a notícia. Netanyahu
teria informado que concordou com o cessar-fogo à pedido do Trump. A oposição à
Netanyahu criticou o cessar-fogo “imposto” à Israel.
Outro portal de notícias de Israel, o Ynet, informou que um
oficial militar do país disse que as tropas continuariam no território libanês,
apesar do cessar-fogo.
Entenda
A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve
início em outubro de 2023, quando o Hezbollah inicia ataques contra o norte de
Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de
Gaza.
Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo
entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, tal acordo nunca foi
respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano.
Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o
Hezbollah voltou a atacar Israel em resposta às violações sistemáticas do
cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinado do líder
Supremo do Irã, Ali Khamenei.
No dia 8 de abril, é anunciado o cessar-fogo da guerra no
Irã, mas Israel continua com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o
acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão.
O Irã vinha exigindo que o Líbano entrasse no cessar-fogo
para continuar as negociações com os EUA, com a segunda rodada de conversas
prevista para os próximos dias.
História
O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de
1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de
Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no
país vizinho.
Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do
país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no
Parlamento e participação nos governos.
O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006,
2009 e 2011.
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Com informações Agência Brasil.
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