CORONEL FORAGIDO PERDE SALÁRIO DE R$ 29 MIL APÓS DEIXAR O BRASIL E TENTA ASILO NOS EUA COM DE ATÉ US$ 600
![]() |
| (crédito: foto reprodução Socidade Militar) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 4h40 deste domingo, 12 de abril de 2026.
De quase R$ 30 mil mensais no Brasil a um auxílio mínimo nos EUA, caso expõe queda abrupta de coronel que aposta no asilo político para evitar extradição.
De quase R$ 30 mil mensais pagos pelo Exército a um possível auxílio de apenas 600 dólares nos Estados Unidos. Essa é a reviravolta enfrentada pelo coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu, que teve o nome retirado das listagens públicas dos sistemas oficiais de pagamento após fuga para os Estados Unidos e agora tenta obter asilo político para evitar a extradição.
O apagão de Reginaldo Vieira de Abreu nos sistemas oficiais
O Exército, consultado pela reportagem, ainda não informou oficialmente sobre o corte do pagamento do militar. Mas, uma consulta detalhada aos sistemas do governo federal revela um cenário de isolamento administrativo para o oficial. O nome de Reginaldo Vieira de Abreu foi completamente removido das buscas por servidores ativos ou inativos do Governo Federal, não constando mais nos registros públicos de remuneração da reserva remunerada.
Apesar de não aparecer no portal da transparência como militar, o nome do oficial aparece como funcionário civil em registros oficiais datados de novembro de 2022. Na ocasião, o militar figurava em uma lista de recebimento de diárias por viagens a serviço, com o último trecho registrado entre Lisboa, em Portugal, e Brasília.
De soldo de coronel ao auxílio para refugiados
Com o corte definitivo do salário brasileiro, o oficial pode passar de uma renda de quase R$ 30 mil para auxílios humanitários modestos nos EUA. Se obtiver sucesso no pedido de asilo político, Reginaldo Vieira de Abreu poderá ter acesso ao RCA (Refugee Cash Assistance).
O RCA é um benefício financeiro direto destinado a refugiados e asilados que não possuem filhos menores. O valor, no entanto, é drasticamente inferior ao que o militar recebia no Brasil: o auxílio varia entre $300 e $600 mensais (aproximadamente R$ 1.500 a R$ 3.000), dependendo do estado americano onde se encontra.
Além da queda no padrão financeiro, o benefício tem data de validade. Geralmente, o pagamento é mantido por oito meses após a aprovação do status de asilado, funcionando apenas como um suporte temporário para a inserção do indivíduo na sociedade americana, longe das prerrogativas que gozava no Brasil.
Asilo político: a última cartada contra a extradição
O coronel Reginaldo informou a seus advogados que não possui qualquer previsão de retorno ao Brasil. O militar ingressou legalmente nos Estados Unidos em março de 2025, meses antes de ter sua prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A estratégia da defesa aposta na mudança de clima político em Washington para evitar a extradição e o cumprimento da pena de 15 anos e seis meses de reclusão no Brasil, com possível perda de patente e da condição de militar do Exército. O asilo político é visto como o único escudo capaz de impedir que o oficial seja enviado de volta ao Brasil e ao sistema prisional brasileiro.
O pedido baseia-se na tese de perseguição política. Contudo, o processo de extradição continua sendo um risco iminente, dependendo diretamente da interpretação política e jurídica do Departamento de Estado americano.
Defesa alega inocência e contesta provas
Em nota, a defesa do coronel afirma que as mensagens utilizadas para condená-lo foram extraídas de aparelhos de terceiros e indevidamente atribuídas a ele. Os advogados reiteram que o oficial nunca foi alvo direto de buscas e apreensões, o que, segundo eles, fragilizaria a base da condenação.
*******
Com informações e foto reprodução Revista Sociedade Militar.




.jpg)




.jpg)




Comentários