PRESIDENTE DA ALERJ PEDE AO STF PARA ASSUMIR GOVERNO INTERINO DO RIO
![]() |
| (crédito: foto reprodução Alerj/Via Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada à 0h10 de sexta-feira, 24 de abril de 2026.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pediu nesta quinta-feira (23) ao
Supremo Tribunal Federal (STF) para exercer interinamente o governo do estado
até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo
estadual.
Ruas foi eleito, na semana passada, para comandar a Casa após
o ex-deputado Rodrigo Bacellar (União) ter sido cassado pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) na mesma decisão que condenou o ex-governador Cláudio Castro à
inelegibilidade até 2030.
O novo presidente disse ao Supremo que deve assumir o comando
do estado interinamente por estar na linha sucessória, conforme determina a
Constituição fluminense.
Dessa forma, segundo o parlamentar, o presidente do Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, que exerce
interinamente o cargo de governador do estado, não pode continuar no cargo.
“Se permanência do presidente do Tribunal de Justiça no
exercício da chefia do Executivo se legitimava, em caráter subsidiário,
enquanto inexistente ou inviável a investidura do primeiro sucessor
constitucional, a recomposição válida da presidência da Assembleia Legislativa
faz cessar a causa impeditiva que autorizava o afastamento prático da linha
sucessória prevista no art. 141 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro”,
argumentou Ruas.
O pedido para o presidente da Alerj assumir o cargo de
governador foi enviado ao ministro Luiz Fux, relator de uma das ações que vai
decidir se as eleições para o mandato-tampão serão de forma direta (voto
popular) ou indireta (votos dos deputados da Alerj).
Encontro
No início desta noite, Ruas se reuniu com o ministro
Cristiano Zanin, relator de outra ação que trata das eleições no Rio. Na saída
da reunião, o presidente da Alerj preferiu não dar declarações à imprensa.
Segundo o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), que
participou do encontro, o ministro sinalizou que pretende aguardar a decisão
final da Corte sobre o mandato-tampão para decidir quem vai assumir o comando
do estado.
"Foi uma conversa institucional. O processo está com o
ministro Flávio Dino, aguardando a publicação do acórdão", afirmou.
No dia 9 de abril, o STF suspendeu o julgamento sobre as
eleições no Rio após um pedido de vista de Dino.
O ministro disse que pretende devolver o processo para
julgamento depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade.
Entenda
A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a
linha sucessória do estado ficou desfalcada.
No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi
condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal
determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.
Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições
diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para
cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. Ele
poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril.
A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização
de eleições indiretas, e não diretas. Com a renúncia, o ex-governador poderia
ter influência na eleição indireta de um aliado para o governo interino. O
pleito direto poderia favorecer Eduardo Paes, do PSD, pré-candidato ao governo
do Rio.
O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025,
para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado
não tem vice-governador.
O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o
ex- deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado
na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo
Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.
*******
Com informações Agência Brasil.



.webp)
.jpeg)






Comentários