IMBRÓGLIO PROGRESSISTA: 'QUAQUÁ QUESTIONA INDICAÇÃO DE BENEDITA AO SENADO NO RIO'
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Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada, 17h40 deste domingo, 19 de abril de 2026.
Se a deputada federal Benedita da Silva já está certa na disputa pelo Senado, a definição dos suplentes da chapa segue gerando ruído no diretório estadual do PT. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, criticou a indicação feita por Benedita do ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino para a vaga de primeiro suplente.
Em nota, Quaquá destacou que seu grupo vai apoiar a candidatura de Benedita — “mesmo cientes das dificuldades eleitorais” —, mas torceu o nariz para o que chamou de “exigência de inclusão” do nome de Severino.
“Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo”, diz trecho do comunicado.
Severino é ex-secretário de Benedita
Manoel Severino, um dos fundadores do PT no Rio, presidiu a Casa da Moeda entre 2003 e 2005, deixando o cargo após ser citado nas investigações do escândalo do Mensalão, embora nunca tenha sido condenado. Antes disso, foi secretário no governo de Benedita, em 2002, e um dos coordenadores da campanha de reeleição da então governadora naquele ano.
“Não respondo a processo, nunca fui condenado e minhas contas na Casa da Moeda foram aprovadas”, disse Manoel, em resposta às críticas do vice-presidente nacional do partido.
Disputa de PT para PT
A treta em torno da suplência de Benedita começou porque, neste sábado (18), o diretório aprovou a chapa ao Senado com o vereador Felipe Pires como primeiro suplente e o cantor gospel Kleber Lucas como segundo — todos indicados pelo grupo político de Quaquá.
O detalhe é que apenas o poderoso clã do prefeito de Maricá, que inclui o presidente estadual, Diego Quaquá, estava presente na reunião. O grupo de Benedita questiona o processo, afirmando que a decisão não foi ratificada por dois terços dos integrantes (como ditam as regras da executiva nacional do partido), além de alegar que a indicação de Severino teria sido ignorada pelo diretório.
‘Chapa vulnerável a ataques dos adversários’
Por outro lado, a ala majoritária do PT sustenta que a vontade da maioria já foi expressa na decisão deste sábado, mas admite que ainda será necessária uma nova etapa para validar a escolha. O martelo, segundo a sigla, será batido no dia 23 de maio, no Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores.
“Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula (PT), para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos. Já abrimos mão de disputar internamente em nome da unidade. Insistir em desconsiderar a maioria do partido enfatizou Quaquá.
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Com informações e imagem ICL Notícias.











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