DEPUTADOS DE VIÉIS PROGRESSISTAS ACIONAM MPF COM BASE EM MATÉRIA DO ICL NOTÍCIAS SOBRE VENDA DE IMÓVEL DE SÓSTENES
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| (crédito: foto reprodução ICL Notícias) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 12h10 desta terça-feira, 14 de abril de 2026.
Os deputados Kiko Celeguim (PT-SP) e Mário Maurici (PT-SP) protocolaram no último dia 7 de abril uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, contra o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara.
O documento tem como base reportagem publicada pelo ICL
Notícias em 25 de março, que apontou inconsistências na formalização da venda
de um imóvel apresentada pelo parlamentar para justificar valores em dinheiro
encontrados pela Polícia Federal.
A manifestação foi registrada no sistema do MPF sob o número
20260030427 e solicita a abertura de investigação sobre possíveis
irregularidades na escritura pública de compra e venda lavrada em 30 de
dezembro de 2025. A reportagem do ICL foi anexada à representação como elemento
probatório central.
No documento, os parlamentares afirmam que há indícios de que
a operação imobiliária tenha sido usada para justificar os R$ 470 mil
encontrados em espécie no apartamento do deputado durante ação da Polícia
Federal. A escritura indica o pagamento de R$ 500 mil integralmente em dinheiro
vivo, em 24 de novembro de 2025, sem intermediação bancária.
“Tal prática envolve Pessoa Politicamente Exposta e afronta
normas de prevenção à lavagem de dinheiro”, diz um dos trechos da
representação, ao apontar que operações dessa natureza são consideradas sinais
de alerta em protocolos internacionais.
Os deputados sustentam que há indícios de simulação da
operação. Segundo o texto, “a ausência de via bancária em operação desta
magnitude afronta as normas de rastreabilidade”, levantando suspeitas sobre a
origem dos recursos.
A representação também aponta possível irregularidade no
recolhimento do Imposto de Renda sobre o ganho de capital. De acordo com o
documento, o tributo deveria ter sido pago até o último dia útil do mês
seguinte à operação, o que não teria ocorrido. O imóvel havia sido adquirido
por R$ 280 mil em 2023 e vendido por R$ 500 mil.
“O imposto deveria ter sido quitado no mês subsequente ao
recebimento, o que não ocorreu”, afirmam os parlamentares, ao citar possível
violação da legislação tributária.
Investigação
Outro ponto destacado é o ITBI. A escritura menciona que o
imposto seria recolhido posteriormente, mas, segundo a representação, “não há
indicação de legislação municipal que autorize o recolhimento após a lavratura
do ato”, o que configuraria vício de legalidade.
Os autores também apontam possível nulidade da escritura por
descumprimento do Provimento nº 140/2023 do Conselho Nacional de Justiça. O ato
foi realizado por meio digital, via e-Notariado, mas sem comprovação da
videoconferência obrigatória.
“A escritura é omissa quanto aos dados de identificação da
videoconferência, o que torna o ato formalmente inválido”, diz o documento.
A representação ainda destaca contradição em declarações
públicas de Sóstenes Cavalcante. Após a apreensão do dinheiro, o deputado
afirmou que os valores tinham origem lícita e estavam devidamente registrados.
No entanto, segundo os parlamentares, não apresentou documentação da venda
naquele momento.
Para os autores, isso reforça a suspeita de que a operação
imobiliária possa ter sido construída posteriormente. “Os fatos são indicativos
de que a venda foi utilizada para justificar valores encontrados pela Polícia
Federal”, aponta o texto.
Pedidos ao MPF
Na representação, os parlamentares solicitam:
Apuração de crime de falsidade ideológica.
Investigação por crime contra a ordem tributária.
Apuração de possível lavagem de dinheiro.
Verificação de eventual origem pública dos recursos.
Declaração de nulidade da escritura pública.
Além disso, pedem a instauração de inquérito civil para
verificar se o comprador do imóvel, Thiago Ferreira de Paula, possuía
capacidade financeira para realizar o pagamento de R$ 500 mil em espécie.
O documento também solicita que a Corregedoria-Geral de
Justiça de Minas Gerais seja acionada para avaliar a validade do ato notarial.
A iniciativa amplia o alcance do caso ao transformar a
reportagem do ICL em base formal de provocação ao Ministério Público Federal,
que agora deverá analisar a abertura de investigação sobre os fatos
apresentados.
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Com informações ICL Notícias.









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