PAPA LEÃO XIV JÁ SE ENCONTRA A CAMINHO DA ÁFRICA; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução Instagram) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 6h45 desta segunda-feira, 13 de abril de 2026.
Em Argel, capital deste país de maioria muçulmana, que recebe
o chefe da Igreja Católica pela primeira vez, visitará a Grande Mesquita, em
Mohammadia, nos arredores da capital, um dos maiores locais de culto islâmico
do mundo, mas também o centro de acolhimento dirigido pelas irmãs agostinianas
missionárias em Bab El Oued.
Terça-feira, irá a Annaba, a antiga Hipona, onde Santo
Agostinho foi bispo e onde visitará o sítio arqueológico e a casa de
acolhimento de idosos das Irmãzinhas dos Pobres.
Na segunda etapa da viagem, de quarta-feira a sábado, nos
Camarões — que receberam, no passado, João Paulo II e Bento XVI –, o Papa
desloca-se, além da capital, Yaoundé, a Bamenda, no noroeste, palco de um
conflito entre o exército e rebeldes independentistas anglófonos, que se
queixam de serem marginalizados pelo Governo central francófono.
Nesta região, de maioria muçulmana, cresceram igualmente as
tensões entre pastores muçulmanos e a população cristã, num conflito mais
relacionado com a etnia e os recursos naturais do que com a religião, além de
ocorrerem ataques esporádicos do grupo extremista nigeriano Boko Haram e, em
menor dimensão, da sua cisão, o Estado Islâmico da Província da África
Ocidental.
Apesar da riqueza em recursos, cerca de um terço da população
é pobre, num país minado pela corrupção e pelo autoritarismo do Governo
liderado por Paul Biya, o segundo chefe de Estado há mais tempo no poder e o
mais idoso do mundo (93 anos).
Em Angola, que no passado recebeu as visitas de João Paulo II
(1992) e de Bento XVI (2009) e onde estará de sábado até dia 21, o Papa vai
encontrar uma população maioritariamente cristã (perto de metade católicos).
Além de Luanda, que este ano comemora os seus 450 anos e onde
manterá encontros com autoridades e religiosos, Leão XIV celebrará uma missa
campal na Centralidade da Kilamba (construída a 30 quilómetros da capital),
outra no Santuário Mariano da Muxima (a cerca de 130 quilómetros), considerado
o maior centro de peregrinação católica na África Subsaariana, e outra ainda em
Saurimo, capital da Lunda Sul, a cerca de 950 quilómetros e próxima da
fronteira com a República Democrática do Congo.
Em Angola, esperam-se mensagens que denunciem a pobreza, a
desigualdade social e o desrespeito por direitos humanos básicos, num país que
possui vastas reservas minerais e petrolíferas e uma economia em crescimento,
mas que, segundo o Banco Mundial, apresenta uma taxa de pobreza de 39,3% e de
desemprego de 14,1%.
A visita termina, de 21 a 23, na Guiné Equatorial, o único
país que fala espanhol em África, igualmente com uma elevada percentagem de
cristãos entre a sua população, e que recebeu João Paulo II em 1982.
Produtor de petróleo, tal como Angola, apresenta igualmente
uma distribuição desigual da riqueza, além de denúncias de corrupção e
repressão, sendo dirigido por Teodoro Obiang, de 83 anos, o chefe de Estado há
mais tempo no poder no mundo.
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz.
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