VÍDEO: VAMOS ACOMPANHAR A FALA DO LULA, MINISTROS E DEMAIS PERSONALIDADES EM VISITA À BIONOVIS, INDUSTRIA FARMACÊUTICA DE BIOTECNOLOGIA?
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| (crédito: Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 20h20 desta terça-feira, 03 de março de
2026.
O presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, visitou, nesta terça-feira, 3 de março, em Valinhos (SP),
a fábrica da Bionovis, responsável pela produção e comercialização de
medicamentos biológicos de alta complexidade no país. “Aqui, nós estamos
falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo
brasileiro”, destacou Lula. Desde 2023, o Governo do Brasil investiu mais de R$
5,6 bilhões a fim de garantir a produção nacional de medicamentos oncológicos e
para doenças raras e autoimunes.
Atualmente, a Bionovis fornece
mais de 19 milhões de frascos e seringas ao Sistema Único de Saúde (SUS),
resultado de 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), parcerias
internacionais e laboratórios públicos. Entre eles estão o Instituto de Tecnologia
em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz);
a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico,
Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), vinculada à
Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB); e a Fundação Ezequiel Dias
(Funed), que há mais de um século busca soluções em saúde para o fortalecimento
do SUS.
Para o SUS, não importa o berço
em que as pessoas nasceram. O que vale é a decência e o respeito aos 215
milhões de brasileiros, homens e mulheres que têm direito a um tratamento digno
e respeitoso”, disse o presidente.
Confira o pronunciamento do presidente Lula, seu ministro da saúde e demais personalidades no vídeo abaixo:
DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO — O
objetivo do Governo do Brasil é ampliar o cuidado à saúde da população pelo
fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Por meio dessas
parcerias, estão sendo produzidos para a rede pública vários fármacos para
tratamento de artrite reumatoide, esclerose múltipla e doença de Crohn. Entre
eles, estão betainterferona 1a, etanercepte, infliximabe, golimumabe e
adalimumabe, indicados para doenças autoimunes; além de trastuzumabe e
rituximabe, utilizados no tratamento de cânceres.
A última etapa das PDPs é a
transferência completa da tecnologia aos laboratórios públicos e privados. Essa
internalização possibilitará a produção 100% nacional desses produtos,
reduzindo a dependência externa do Brasil e consolidando sua soberania nacional,
por meio de uma indústria sólida capaz de atender às demandas da população.
O Governo do Brasil tem a meta de
alcançar 50% de autonomia na produção nacional em 2026. O objetivo faz parte da
política Nova Indústria Brasil (NIB), em sua Missão 2 - “Complexo econômico
industrial da saúde resiliente para reduzir as vulnerabilidades do SUS e
ampliar o acesso à saúde”. Uma das cadeias prioritárias da iniciativa é a de
medicamentos e princípios ativos biológicos.
INVESTIMENTOS — Entre os
investimentos, o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento no valor de
R$ 650 milhões para a instalação de linha produtiva da Bionovis. Presente na
visita, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou: “O BNDES tem tido um papel
importante no financiamento. O presidente Lula estabeleceu TR para Pesquisa,
Desenvolvimento e Inovação, um estímulo importante à inovação. De outro lado, a
reforma tributária estabeleceu uma isonomia de tratamento para a indústria
nacional, no caso de importados”, apontou.
O ministro da Fazenda, Fernando
Haddad, afirmou que o Brasil é o único país que, pelo SUS, distribui
medicamentos de alta complexidade gratuitamente para a população. “É justo que
nós produzamos parte desses medicamentos do SUS no Brasil. Não é razoável um
país que distribui gratuitamente praticamente tudo de mais nobre na defesa da
saúde pública não seja capaz de atrair investimentos nacionais e estrangeiros
para que boa parte desses medicamentos sejam feitos aqui.”
Ele reforçou ainda que, com a
reforma tributária, o Brasil pode se transformar também em uma plataforma de
exportação, ao expandir seu mercado. Segundo Haddad, não se trata apenas de
olhar para o mercado brasileiro, que já é suficientemente grande, mas de mirar
um mundo carente de produtos de alta qualidade a preços mais competitivos. “O
Brasil terá esses preços competitivos”, enfatizou.
Também presente na visita, o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a grande maioria das PDPs do
Brasil foi lançada neste governo. “Isso significa R$ 5 bilhões de investimento
do SUS, do Ministério da Saúde, na compra desses medicamentos, além de mais
financiamento do BNDES, que investiu R$ 600 milhões. É um financiamento com
taxa de referência menor, porque é fruto da inovação, da pesquisa, da geração
de emprego, tecnologia, conhecimento e do acesso aos serviços de saúde do nosso
país, o que permite essa expansão.”
PRODUÇÃO DE INSUMOS — No ano
passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a produção
pela Bionovis do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para garantir a fabricação
100% nacional do infliximabe, usado no tratamento de doenças autoimunes. O IFA
é a matéria-prima utilizada na produção dos medicamentos. Para o SUS, essa
medida representa uma experiência exitosa no âmbito da política estruturante
das PDPs.
Em 2023, o Governo do Brasil
retomou a agenda de fortalecimento da base produtiva industrial e tecnológica,
ampliando o acesso a medicamentos, vacinas e demais insumos estratégicos para a
rede pública.
O financiamento de R$ 650 milhões
para a Bionovis, por meio do BNDES, foi destinado à instalação de uma linha de
produção industrial pioneira voltada ao desenvolvimento e à fabricação de
insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade. Atualmente, a
planta da empresa tem capacidade para produzir até 250 kg de proteínas
biológicas e mais de 19 milhões de frascos e seringas por ano.
A unidade da Bionovis também
emprega atualmente 300 trabalhadores qualificados, devendo passar a 340
funcionários com a atual expansão. O presidente da empresa, Odinir Finotti,
afirmou que, baseada na política do Complexo Industrial da Saúde, as parcerias
para o desenvolvimento produtivo, o que a Bionovs faz é de interesse do povo
brasileiro. “O que nós fazemos aqui vai direto para todos os brasileiros, todos
nós pagamos, mas qualquer brasileiro, do mais humilde ao mais abastado, tenha
acesso ao que a Bionovis produz aqui.”
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Com informações e vídeo Canal Gov.
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