VAMOS SABER OS PRÓXIMOS PASSOS DO PEDIDO DE PERDA DE PATENTE DE BOLSONARO?
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada as 17h11 desta quarta-feira 04 de fevereiro
de 2026.
Brasília (DF), 03/02/2026 – Fachada do Superior Tribunal
Miliatr (STM), hoje a presidenta do
Superior Tribunal Militar ministra Maria Elizabeth Rocha, falou para
jornalistas sobre o rito que o tribunal irá fazer durante o julgamento da perda
dos postos e patentes de Bolsonaro, Heleno, Braga Netto e outros condenados por
trama golpista.
O Ministério Público Militar (MPM) apresentou na terça-feira
(3) ao Superior Tribunal Militar (STM) o pedido para que o ex-presidente Jair
Bolsonaro, três generais do Exército e um almirante da
Marinha sejam expulsos das Forças Armadas em função da
condenação na ação penal da trama golpista.
O MPM entrou com ações de perda do oficialato contra
Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais da reserva Augusto
Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier.
Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na
ação penal do núcleo crucial da trama golpista.
De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas
pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a 2 anos de prisão. No
caso do processo da trama golpista, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados
variam entre 19 e 27 anos de prisão.
Próximos passos
Com a abertura dos processos, o STM foi provocado a responder
se as condenações resultam em "incompatibilidade e indignidade para o
oficialato”. A ação está prevista na legislação militar e deve ser movida
sempre que algum oficial for condenado a pena privativa de liberdade superior a
2 anos.
No caso da trama golpista, ao final do julgamento o STM
responderá estritamente se crimes contra a democracia são compatíveis ou não
com o oficialato militar. De nenhuma maneira a corte militar deverá entrar no
mérito das condenações, isto é, a culpa ou inocência de cada condenado não
voltará a ser discutida.
tCada militar responde por uma ação própria. O primeiro passo
do processo já foi dado com a escolha do relator dos casos por sorteio. Na ação
contra Bolsonaro, o relator selecionado foi o ministro tenente-brigadeiro
Carlos Vyuk Aquino.
No caso dos demais, os relatores são a ministra Veronica
Sterman (civil), o almirante Garnier; ministro Barroso Filho (civil), general
Paulo Sérgio Nogueira; ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha), general Augusto
Heleno; ministro Flavio Marcus Lancia (Exército), general Braga Netto.
Ao assumir o caso, o relator deve dar dez dias para
manifestação da defesa. Uma vez com as posições de acusação e defesa em mãos, o
ministro responsável deverá elaborar seu voto, o que não tem prazo definido
para conclusão.
Somente quando o relator liberar o caso, indicando ter
concluído a redação do voto, é que a presidência do STM marca a data para
julgamento em plenário pelos 15 ministros que compõem o tribunal.
No plenário, tanto a acusação como a defesa terão nova
oportunidade de se manifestar, dessa vez de forma oral, diretamente da tribuna
da sala de audiências ou por videoconferência.
Não há limite de tempo para o voto de cada ministro, com a
possibilidade de pedidos de vista (mais tempo de análise).
O STM é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez
militares. As cadeiras estão distribuídas entre quatro vagas destinadas ao
Exército, três à Marinha e três à Aeronáutica e cinco aos ministros civis.
Seja qual for o resultado do julgamento, ainda caberão
recursos por parte de acusação ou defesa, na forma de embargos de nulidade e
infringentes. Somente após o trânsito em julgado da decisão, quando não restar
mais nenhuma possibilidade de recurso, é que a eventual perda de patente deverá
ser efetivada.
Caso o STM, por unanimidade ou maioria, decida pela perda da
patente, o militar deverá ser expulso da Força, o que não significa que o
salário a que tem direito deixará de ser pago. A legislação militar prevê que,
nesses casos, o soldo seja convertido em pensão para a esposa ou as filhas. O
benefício é conhecido como morte ficta e está em vigor desde 1960.
Outra consequência da perda de patente, no caso dos generais
do Exército e do almirante da Marinha, pode ser a mudança no local de
encarceramento. Atualmente, os militares cumprem pena em salas instaladas em
unidades militares e podem ser transferidos para prisões comuns em caso de
expulsão das Forças Armadas.
A exceção é o ex-presidente Jair Bolsonaro que, no caso de
eventual perda de patente, não terá efeito sobre o local de detenção, pois o
Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que ele tem direito a sala especial
devido a sua condição de ex-presidente da República.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses a qual foi
condenado na Papudinha, unidade anexa ao Complexo Penitenciário da Papuda, no
Distrito Federal, e que foi construída para abrigar policiais militares presos.
A Sala de Estado Maior em que o exai-presidente está tem mais
de 60 metros quadrados de área útil, além de uma TV, geladeira, banheiro
próprio e espaço ao ar livre para banho de sol.
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Com informações no Agência Brasil/Foto reprodução do Instagram.

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