VÍDEO: MARINHA DO BRASIL PROTAGONISA RESGATE DRAMÁTICO DE NAVIO AFRICANO À DERIVA POR QUASE DOIS MESES; CONFIRA

(crédito: Sociedade Militar)

Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 20h40 57 desta quarta-feira, 1º de abril de 2026.

Operação complexa em alto-mar mobiliza forças brasileiras e evita risco ambiental grave enquanto tripulação enfrenta escassez de recursos e comunicação limitada

Marinha do brasil protagoniza resgate dramático de navio africano à deriva por quase dois meses em alto-mar e evita tragédia ambiental no nordeste

Em meio a um cenário de tensão e urgência no oceano Atlântico, a Marinha do Brasil protagonizou uma operação de resgate que chamou a atenção internacional ao salvar um navio africano que permaneceu à deriva por quase dois meses. A informação foi divulgada por “g1”, conforme reportagens com dados oficiais da Marinha, destacando os desafios enfrentados e os riscos envolvidos na missão.

O navio-tanque NW AIDARA, de bandeira de Togo, transportando 11 tripulantes, ficou à deriva desde o dia 5 de fevereiro, após sofrer uma falha crítica em seu sistema hidráulico. Como resultado, a embarcação perdeu completamente a capacidade de controle de direção, passando a se deslocar sem rumo definido em pleno oceano.

Além disso, o problema teve origem no rompimento de uma mangueira hidráulica, o que provocou vazamento de óleo e danos severos à engrenagem responsável pelo acionamento do leme. Consequentemente, o navio ficou vulnerável às correntes marítimas, o que elevou significativamente o risco de acidentes.


(crédito: foto divulgação Marinha do Brasil)

Falha mecânica, falta de comunicação e escassez de alimentos agravaram situação da tripulação em alto-mar.

Inicialmente, a Marinha do Brasil recebeu a primeira notificação sobre o caso no dia 25 de fevereiro. No entanto, naquele momento, o navio ainda se encontrava fora da área de jurisdição brasileira, sob responsabilidade da região de Dakar, na África.

Com o passar dos dias, porém, a embarcação acabou entrando na área marítima sob responsabilidade do Brasil, especificamente a cerca de 675 milhas náuticas — o equivalente a aproximadamente 1.250 quilômetros da costa nordestina. Nesse instante, o Serviço de Busca e Salvamento (Salvamar Nordeste) foi imediatamente acionado.

Ao mesmo tempo, a situação a bordo se agravava. O navio estava avariado, com escassez de alimentos e com severas limitações de comunicação. Isso porque os sistemas via satélite e rádio High Frequency (HF) estavam inoperantes. Dessa forma, a única comunicação possível ocorria por meio de Very High Frequency (VHF), restrita a embarcações próximas.

Diante desse cenário crítico, a Marinha passou a monitorar o tráfego de navios na região, além de coordenar ações para envio de mantimentos e água à tripulação. Paralelamente, equipes em terra, incluindo a Capitania dos Portos do Ceará, trabalharam em conjunto com a comunidade marítima para viabilizar o apoio necessário.

Operação de resgate envolve múltiplas embarcações e evita encalhe com risco ambiental no litoral brasileiro

Posteriormente, no dia 1º de março, o navio mercante YK NEWPORT foi orientado pela Marinha a se aproximar da embarcação à deriva. Na ocasião, foi possível estabelecer contato e realizar atendimento via telemedicina, confirmando que os 11 tripulantes estavam em boas condições de saúde.

Ainda assim, a tripulação tentou resolver o problema por conta própria, buscando fabricar uma nova engrenagem para restabelecer o controle do leme. Entretanto, apesar dos esforços, o reparo não foi concluído dentro do prazo estipulado até o dia 8 de março.

Com isso, o risco aumentou consideravelmente. Segundo a Marinha, o navio seguia em direção ao nordeste brasileiro, com possibilidade real de encalhe, o que poderia causar não apenas riscos à vida humana, mas também impactos ambientais significativos devido à natureza da carga transportada.

Diante da urgência, no dia 9 de março, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari foi enviado para interceptar o NW AIDARA. Simultaneamente, a Corveta Caboclo partiu de Salvador com destino a Fortaleza, reforçando a operação.

Além disso, poucos dias depois, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo deixou o porto de Natal, realizou o resgate da embarcação africana e a conduziu com segurança até o Porto de Fortaleza, no Ceará.

Como resultado, a operação foi considerada um sucesso absoluto. Segundo o Vice-Almirante Jorge José de Moraes Rulff, comandante do 3º Distrito Naval, a missão garantiu não apenas a segurança da navegação, mas também evitou possíveis danos ambientais e assegurou a integridade física e psicológica dos 11 tripulantes.

Mais informações no vídeo abaixo: 



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Com informações e fotos Revista Sociedade Militar/Vídeo página do You Tube Tribuna do Nordeste. 



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