VAMOS LEMBRAR COMO SE PREVENIR DOS GOLPES FENANCEIROS NO CARNAVAL
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| (crédito: Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 12H47 desta sexta-feira, 13
fevereiro de 2026.
Entre uma música e outra em um bloquinho no pré-carnaval do
bairro da Bela Vista, em São Paulo (SP), o médico Caio Franco, de 29 anos, não
imaginava que comprar uma bebida com um ambulante daria início a um pesadelo.
“A minha suspeita é que o meu cartão tenha sido trocado
quando fui comprar uma bebida pela metade do preço”, afirma.
O resultado foi um prejuízo de mais de R$ 16 mil em
diferentes compras no cartão. O folião ficou frustrado com a situação. Ele
acredita que pode ter se descuidado ao verificar que as compras irregulares
ocorreram com o cartão físico.
Como as compras foram presenciais com uso de senha, isso
dificultou a contestação. Caio entrou com processo judicial, mas perdeu depois
de batalhar por mais de um ano. A experiência negativa de Caio não é raridade
durante o período da folia.
Atenção na hora da compra
Segundo um dos fundadores da plataforma Reclame Aqui, Felipe
Paniago, prejuízos durante o carnaval podem ser evitados com medidas de
prevenção.
“Cuidado com o uso de cartão no meio de blocos, ao passá-lo
para pagamentos em maquininhas em lugares inseguros. É preciso guardar bem o
dinheiro em espécie e, claro, ter cuidado com o uso do celular. São dicas
básicas, mas que evitam prejuízos e incômodos”, diz Paniago.
Ele acrescenta que, nesta época, há tipos de golpes que se
tornam mais frequentes, especialmente em ambientes com grande circulação de
pessoas e consumo imediato. O golpe da maquininha é comum nesses locais
movimentados.
O fundador da plataforma pondera que, além da troca de
cartões, existem golpes como roubo de dados, com o uso de maquininhas
adulteradas, cobrança duplicada com falsa alegação de erro na transação ou
mesmo alteração de valores digitados na maquininha, que podem transformar o
carnaval numa dor de cabeça.
PIX não é brincadeira
Além dessas estratégias golpistas no meio da folia, há outros
caminhos feitos por criminosos, como golpes envolvendo o PIX com falsos QR
Codes. Segundo Felipe Paniago, para reduzir os riscos, é importante adotar
cuidados específicos ao utilizar esse meio de pagamento.
Entre as principais recomendações estão ativar senha,
biometria ou reconhecimento facial para cada transação, conferir sempre o valor
exibido na tela da maquininha antes de confirmar o pagamento, evitar
maquininhas suspeitas ou fora do padrão habitual, configurar um limite baixo
para o PIX por aproximação e reforçar a segurança do celular com bloqueio de
tela e proteção extra para aplicativos bancários.
Os foliões devem estar atentos também à venda de ingressos
falsos ou de abadás inexistentes, com acessos irregulares a camarotes e festas
privadas.
Riscos virtuais
As fraudes ocorrem principalmente por meio de redes sociais,
sites falsos ou mensagens enviadas por aplicativos, com ofertas abaixo do preço
de mercado e senso de urgência.
“A recomendação é adquirir entradas apenas por plataformas
oficiais ou canais reconhecidos, além de desconfiar de pedidos de pagamento
exclusivamente via PIX ou transferências sem garantia”, diz Paniago.
Foi exatamente em um golpe de falso ingresso que caiu a
jornalista Alice Gomes, de 42 anos. Ela recebeu, pelo Instagram, uma oferta de
venda de um camorote no Sambódromo do Rio de Janeiro, no ano passado. Pagou R$
3 mil. Mas era tudo mentira. O perfil foi excluído e Alice, bloqueada. A
frustração atravessou o samba e o carnaval da foliã.
“Ela mostrou o ingresso digital e pegou meus dados para fazer
a transferência”. Alice ficou triste, mas aprendeu com a dura experiência. “Neste ano, eu vou de novo. Mas agora só
compro nos sites oficiais mesmo”.
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Com informações e foto Agência Brasil.

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