VÍDEO: PRISÃO PERPÉTUA À PENA DE MORTE: O QUE ACONTECERIA SE A REVELAÇÃO DA IDENTIDADE DE GLAUDER POR COLEGAS DA ABIN OCORRESSE NA CHINA, EUA OU RÚSSIA
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| (crédito: foto reprodução "IA" Sociedade Militar) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem postada às 8h28 deste domingo, 08 de fevereiro de 2026.
Exposição de identidade funcional e detalhes de apuração interna seria tratada como crime grave de Estado nas principais potências globais de inteligência
Prisão perpétua à pena de morte: o que aconteceria se a
revelação da identidade de Glauber por colegas da Abin ocorresse na China, EUA
ou Rússia
A repercussão pública do processo disciplinar envolvendo um
servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) trouxe à tona uma
discussão raramente feita no Brasil: como outras potências tratariam a
revelação da identidade de um agente de inteligência por colegas ou por falhas
internas de sigilo. Em países como China, Rússia e Estados Unidos, o cenário
seria radicalmente diferente, e muito mais severo.
Enquanto no Brasil a existência do procedimento administrativo, o nome do servidor e seu vínculo funcional se tornaram públicos, em sistemas de inteligência mais rígidos a simples confirmação oficial já seria considerada uma violação grave.
Confira a postura contundente deste grande profissional Glauber postada nas suas redes sociais ao suposto vasamento:
China: crime de Estado com penas que chegam à morte
Na China, a proteção da identidade de agentes é atribuição
central do Ministério da Segurança do Estado (MSS). Qualquer divulgação não
autorizada sobre agentes, investigações internas ou vínculos funcionais é
enquadrada como divulgação de segredo de Estado.
Se colegas de um agente permitissem ou causassem a exposição
pública de sua identidade, ainda que indiretamente, por vazamento ou
confirmação oficial, o caso poderia resultar em:
10 a 20 anos de prisão
Prisão perpétua, em situações de alto impacto institucional
Pena de morte, se considerado dano extremo à segurança
nacional
Os processos são conduzidos em sigilo absoluto, sem notas
públicas, entrevistas ou confirmação de nomes. A prioridade é conter riscos e
impedir exploração por serviços estrangeiros.
Rússia: traição, espionagem e longas penas em colônias penais
Na Rússia, a revelação da identidade de um agente do Serviço
Federal de Segurança (FSB), do GRU ou do SVR é tratada como traição ou
espionagem, mesmo quando o responsável é outro servidor do próprio Estado.
As punições previstas incluem:
12 a 20 anos de prisão em colônias penais de segurança máxima
Prisão perpétua em casos considerados estratégicos
Perda total de direitos civis e isolamento institucional
O Estado russo adota uma lógica dura: o dano causado pela
exposição é mais grave do que a motivação de quem vazou. Processos desse tipo
raramente chegam ao conhecimento público.
Estados Unidos: crime federal com lei específica
Nos Estados Unidos, a identidade de agentes da Central
Intelligence Agency (CIA) é protegida por legislação própria. O Intelligence
Identities Protection Act, em vigor desde 1982, criminaliza a revelação não
autorizada de agentes encobertos.
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As consequências incluem:
Até 10 anos de prisão
Multas elevadas
Demissão sumária e perda de aposentadoria
Processos paralelos por obstrução de justiça ou abuso de
função
Mesmo quando a revelação ocorre dentro do próprio governo, o
caso é tratado como ameaça direta à segurança nacional. A agência jamais
confirma nomes ou vínculos funcionais publicamente durante investigações.
Um contraste evidente com o BrasilA comparação evidencia um
ponto sensível: nas principais potências globais, a identidade de um agente de
inteligência é considerada inviolável, independentemente de afastamento,
licença médica ou controvérsia administrativa.
China, Rússia e Estados Unidos partem de um mesmo princípio,
ainda que com regimes políticos distintos:
O sigilo protege o Estado, a instituição e o próprio agente.
No Brasil, a circulação pública de informações sobre
processos internos envolvendo a Abin, ainda que baseada em fontes oficiais,
gerou críticas por demonstrar fragilidade institucional na proteção de quadros
sensíveis, algo que seria impensável nesses países.
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Com informações Revista Sociedade Militar.

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