ARGENTINA ESTÁ ‘MORTA DE MEDO’ APÓS JUSTIÇA DECRETAR PRISÃO PREVENTIVA NO RJ
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| (crédito: foto reprodução redes sociais) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 7h59 desta sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026.
Ré por injúria racial contra funcionário de um bar em Ipanema, Agostina Páez afirmou estar desesperada ao receber a notificação judicial. Em vídeo nas redes sociais, ela disse temer violações de direitos e questionou o argumento de risco de fuga
A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, afirmou estar
“morta de medo” após ser oficialmente informada da decretação de sua prisão
preventiva pela Justiça do Rio de Janeiro. Ré em um processo que apura injúria
racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, na zona sul da capital
fluminense, ela publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira, 5, no
qual disse estar emocionalmente abalada com a decisão.
Na gravação, feita logo após receber a notificação judicial,
Agostina contestou o fundamento da medida. Segundo ela, a prisão foi decretada
por suposto risco de fuga, apesar de já estar submetida ao uso de tornozeleira
eletrônica e de afirmar que se colocou à disposição das autoridades desde o
início do caso. Ao final do vídeo, declarou estar desesperada e com medo.
A advogada também disse temer que a exposição pública possa
agravar sua situação. “Tenho receio de que fazer este vídeo me prejudique e que
meus direitos sejam ainda mais violados”, afirmou. Em seguida, acrescentou que
não poderia comentar os detalhes do episódio investigado e que espera que o
caso seja esclarecido e resolvido de forma adequada.
O episódio que deu origem à investigação ocorreu em 14 de
janeiro, na saída de um bar em Ipanema. Segundo a polícia, Agostina foi
flagrada dirigindo ofensas racistas a um funcionário do estabelecimento após
uma discussão envolvendo um suposto erro no pagamento da conta.
A vítima, cuja identidade não foi divulgada, registrou
boletim de ocorrência no mesmo dia. Em depoimento, relatou que a argentina
teria apontado o dedo em sua direção e proferido ofensas de cunho racial,
utilizando a palavra “negro” de forma pejorativa.
Três dias depois do episódio, Agostina prestou depoimento às
autoridades e teve o passaporte apreendido. O caso segue em tramitação na
Justiça do Rio de Janeiro.
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Cpm informações Portal iG.
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