PLEITO ELEITORAL 2026: MINISTRA PRESIDENTE DO TSE, CÁRMEN LÚCIA APRESENTA REGRAS PARA ATUAÇÃO DE JUÍZES NAS ELEIÇÕES
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| (crédito: Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 3h50 desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) dez recomendações que deverão ser seguidas pelos juízes eleitorais durante as eleições de outubro.
As orientações foram apresentadas em reunião realizada na
tarde de hoje.
As regras deverão servir de parâmetro ético para disciplinar
o comportamento dos magistrados da Justiça Eleitoral durante o pleito. Na
semana passada, as orientações foram anunciadas pela ministra durante a sessão
de abertura dos trabalhos de 2026.
Entre as principais regras, os juízes eleitorais devem
divulgar a agenda de audiências com partes e advogados.
Os magistrados não podem fazer manifestações sobre os
processos que tramitam na Justiça Eleitoral e também estão proibidos de
participar de eventos com candidatos ou seus aliados.
Eles também não podem publicar suas escolhas políticas nas
redes sociais.
Confira as regras:
Audiências: Garantir a publicidade das audiências com partes
e advogados, candidatas ou candidatos e partidos políticos, divulgando
previamente as agendas (que sejam realizadas dentro ou fora do ambiente
institucional);
Manifestações: Manter postura comedida em intervenções e
manifestações públicas ou privadas, inclusive em agendas profissionais ou
pessoais, sobre temas relacionados ao processo eleitoral, estejam ou não
submetidos à sua jurisdição;
Eventos: Evitar comparecer a eventos públicos ou privados que
promovam confraternização com candidatas ou candidatos, seus representantes ou
pessoas direta ou indiretamente interessadas na campanha, em razão do potencial
conflito de interesses;
Redes sociais: Abster-se de manifestações, em qualquer meio,
inclusive mídias digitais e redes sociais, sobre escolhas políticas pessoais,
para não gerar dúvidas quanto à imparcialidade das decisões judiciais;
Presentes: Não receber ofertas, presentes ou favores que
possam colocar em dúvida a imparcialidade no exercício da jurisdição;
Escritórios de advocacia: Ficar afastado de atos ou processos
nos quais escritórios de advocacia dos quais façam parte estejam representando
interesses;
Atividades privadas: Não assumir compromissos com atividades
não judiciais que prejudiquem o cumprimento dos deveres funcionais;
Sinalizações: Evitar quaisquer sinalizações favoráveis ou
contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias, sob
pena de suscitar ilações de favorecimento ou perseguição em julgamentos;
Divulgação: Assegurar que apenas a autoridade competente
torne públicos atos judiciais e administrativos, evitando equívocos de
interpretação ou divulgações precipitadas ou inadequadas sobre o processo
eleitoral;
Transparência: Reafirmar a transparência como princípio
republicano essencial, garantindo ampla publicidade dos atos da Justiça
Eleitoral, de forma a assegurar ao eleitor o direito à informação segura e
baseada em fatos.
STF
No Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia é relatora do
Código de Ética da Corte.
A proposta de criação do código foi feita pelo presidente da
Corte, ministro Edson Fachin, na semana passada, após os ministros Alexandre de
Moraes e Dias Toffoli serem criticados publicamente sobre as
investigações envolvendo as fraudes no Banco Master.
No mês passado, Moraes negou ter participado de um encontro
com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no
primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco
Master.
O suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e
teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB.
Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.
Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o
escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro,
prestou serviços ao banco de Vorcaro.
Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de
relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal
encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O
fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era
de propriedade de familiares do ministro.
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Com informações Agência Brasil.

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