CHANCELER DE BRASIL E DOS EUA CONVERSAM SOBRE COMÉRCIO E SEGURANÇA; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto/Itamaraty/Via Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves
Postagem publicada às 9h53 desta segunda-feira, 02 de fevereiro
de 2026.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou
neste sábado (31), por telefone, com o secretário de Estado dos Estados Unidos,
Marco Rubio. Segundo nota do Itamaraty, os dois falaram sobre comércio exterior
e a cooperação na área de segurança.
Sem entrar em detalhes, o Itamaraty informou ainda que os
dois chanceleres trataram de detalhes sobre a visita a Washington, em março, do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciada na semana passada. A data ainda
não foi divulgada.
O contato direto entre chanceleres ocorre também na esteira
do desconforto causado pelo chamado Conselho da Paz, colegiado idealizado,
criado e presidido pelo presidente estadunidense para gerir o futuro da Faixa
de Gaza e outros territórios.
Ao mesmo tempo em que busca uma aproximação com Trump,
sobretudo no que diz respeito ao comércio bilateral e mundial, Lula tem
sustentado a posição histórica do Brasil de defender a Organização das Nações
Unidas (ONU) como principal órgão de política multilateral.
Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no
conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em evento em
Salvador, ele chegou a criticar a proposta de criação do Conselho da Paz.
A ligação entre chanceleres ocorre também pouco depois de
Lula e Trump terem conversado por telefone, na última segunda-feira (26).
Segundo o Palácio do Planalto, o presidente defendeu uma reforma no Conselho de
Segurança da ONU, pauta histórica do Brasil.
Outro assunto debatido pelos mandatários foi a Venezuela. De
acordo com o divulgado pelo
Planalto, Lula expressou a Trump a necessidade de se manter a
paz na região. Os dois também desejam avançar na cooperação no combate ao crime
organizado transnacional.
O Brasil tem colocado na mesa a necessidade de avançar no
congelamento de ativos das organizações criminosas e no intercâmbio maior de
informações financeiras entre os países.
A segurança na região é um tema caro a Trump, sobretudo o
combate ao narcotráfico. Desde que entrou no poder, o presidente
norte-americano aumentou significativamente a presença militar na região, o que
culminou com o sequestro, em 3 de janeiro, do então presidente venezuelano,
Nicolás Maduro, por tropas dos EUA.
Tarifaço
Apesar de outros temas terem ganhado maior notoriedade nas
últimas semanas, o principal pano de fundo do encontro entre Lula e Trump
continua a ser a taxação de produtos brasileiros imposta pela Casa Branca.
Em agosto do ano passado, por ordem de Trump, o governo dos
EUA impôs uma taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros, com exceção
de cerca de 700 itens.
Após encontros entre Lula e Trump em eventos internacionais,
o tarifaço sobre mais 238 produtos brasileiros foi derrubado, mas outros seguem
com taxação extra em relação ao que pagavam antes. Desde então, continuam sendo
taxados produtos como máquinas, móveis e calçados
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Com informações Agência Brasil.

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