POSTAGEM INTERNACIONAL: QUEM É ERFAN SOLTANI, JOVEM QUE PODE SER ENFORCADO NO IRÃ NESTA QUARTA-FEIRA (14)
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| (crédito: foto reprodução "IA" Instagram) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem piublicada às 8h35 desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.
Erfan Soltani tem 26 anos, trabalha no setor têxtil e pode se tornar o primeiro manifestante executado pelo regime iraniano desde o início da nova onda de protestos no país. Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que ele corre risco iminente de ser enforcado já nesta quarta-feira, após ter sido detido durante manifestações contra o governo.
Erfan foi preso na noite de 8 de janeiro, nas proximidades de
sua casa, no distrito de Fardis, na cidade de Karaj, região metropolitana de
Teerã. Durante três dias, a família não recebeu qualquer informação sobre seu
paradeiro. O contato só ocorreu no domingo seguinte, quando agentes de
segurança confirmaram que o jovem estava sob custódia e já havia sido condenado
à morte.
Segundo relatos reunidos por entidades independentes, Erfan
não teve acesso a advogado, não foi formalmente acusado e não passou por
julgamento. A condenação teria sido baseada na acusação de “moharebeh”, termo
usado pelo regime para classificar opositores como “inimigos de Deus”, crime
que pode levar à pena capital no Irã.
A família foi autorizada a um único encontro com o jovem, com
duração de cerca de dez minutos. De acordo com fontes próximas, os agentes
deixaram claro que se tratava de uma despedida final antes da execução da
sentença. Parentes também teriam sido ameaçados para que não falassem com a
imprensa nem denunciassem o caso publicamente.
Erfan Soltani trabalhava na indústria do vestuário e havia
começado recentemente em uma empresa privada. Pessoas próximas relatam que ele
tinha interesse por moda, praticava musculação e levava uma vida discreta. Seu
perfil em redes sociais, ainda ativo, mostra um jovem comum, distante de
qualquer histórico de militância armada ou envolvimento violento.
Organizações de direitos humanos alertam que o caso pode
abrir caminho para uma escalada de execuções relacionadas aos protestos que
tomam o país desde o fim de dezembro, motivados inicialmente pela inflação
elevada e pelo colapso da moeda iraniana, o rial, e que rapidamente se
transformaram em manifestações contra o regime.
Segundo essas entidades, o Irã vive um cenário de repressão
comparável ao dos anos 1980, período marcado por execuções em massa de
opositores políticos. O temor é de que Erfan seja apenas o primeiro de muitos
manifestantes a enfrentar punições extremas sem o devido processo legal.
Grupos internacionais pedem pressão diplomática imediata e
afirmam que a comunidade internacional tem a responsabilidade de agir para
impedir execuções sumárias e proteger civis que protestam contra o governo
iraniano.
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Com informações Mundo ao Minuto.








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