EXTRA! EXTRA! LULA ESCOLHE WELLINGTON LIMA E SILVA COMO NOVO MINISTRO DA JUSTICA
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| (crédito: foto reprodução "IA" Agência Brasil) |
Postagem publicada às 18h15 desta terça-feira, 13 de Janeiro de 2026.
Advogado já ocupou cargos em governos do PT e teve passagem breve pela pasta; até então, comandava o jurídico da Petrobras.
O presidente Lula (PT) escolheu o advogado Wellington César
Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública após uma
conversa no Palácio do Planalto. O anúncio será feito nesta terça-feira (13).
Lima e Silva já ocupou diferentes cargos em gestões petistas
e teve uma breve passagem no comando da pasta. Atualmente, ele chefia o
departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio
presidente.
Antes disso, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa
Civil da Presidência da República, função que ocupou de janeiro de 2023 a julho
de 2024.
Ao longo dos 18 meses na função, estreitou a relação com o
presidente, com quem despachava quase diariamente. Cabia a ele a análise de
atos da Presidência, a avaliação de indicações e a preparação de despachos,
entre outras atribuições.
Esta não é a primeira vez que Lima e Silva ocupa cargos em
gestões petistas. Sete anos antes, em meio ao processo de impeachment da então
presidente Dilma Rousseff, ele foi nomeado ministro da Justiça, mas permaneceu
no posto por 14 dias.
A nomeação ocorreu em 2 de março de 2016, e a exoneração, em
16 de março do mesmo ano. A posse acabou anulada pelo STF, sob o entendimento
de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Poder
Executivo.
Lima e Silva ingressou no Ministério Público da Bahia em
1991, tendo atuado em comarcas do interior até 1995, quando foi promovido para
Salvador.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é
apontado como o principal articulador da indicação ao Ministério da Justiça,
que também conta com apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ambos são
ex-governadores da Bahia.
Próximo ao PT no estado, Lima e Silva foi nomeado em 2010
para chefiar o Ministério Público da Bahia, durante a gestão de Wagner no
governo estadual, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos.
Desde então, ele ganhou a confiança do hoje senador, que
também foi responsável pela articulação de sua indicação ao Ministério da
Justiça em 2016. À época, Wagner era ministro da Casa Civil de Dilma.
Quando foi nomeado procurador-geral de Justiça da Bahia,
Wellington foi o menos votado da lista tríplice encaminhada pelo Ministério
Público ao governador.
No período em que esteve à frente do órgão, ele criou o
Comitê Interinstitucional de Segurança Pública, órgão responsável por congregar
diversas instituições para propor sugestões para melhorar a eficácia do sistema
de justiça criminal e de defesa social.
Ele também se destacou no papel de aproximação entre o
Ministério Público e as polícias e na participação no programa Pacto pela Vida.
Lima e Silva já expressou sua opinião sobre a chamada
“polícia judiciária”, que abrange a Polícia Federal, em uma entrevista
concedida em 2013, ao falar sobre a PEC 37, que iria retirar poderes de
investigação do Ministério Público.
Na ocasião, ele afirmou que a polícia deve ter atribuição de
investigar, mas que precisa do apoio de outras instituições, como a Promotoria,
e que não pode haver uma “plena hegemonia” de uma delas.
O advogado é formado em direito, possui mestrado em ciências
criminais e já atuou como professor, com passagem pela Universidade Federal da
Bahia.
Ele assumirá o cargo no lugar de Ricardo Lewandowski, que
teve a exoneração publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9).
Mesmo com a saída, a equipe atual se comprometeu a permanecer
até que o novo nome escolhido pelo presidente tome posse e seja feita a
transição. Na ocasião, o presidente nomeou o secretário-executivo do
ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, para comandar a pasta de maneira
interina.
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Com informações Folhapress.
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