PESANDO 2,8 KG, ALCANCE DE 1000 METROS, VERSÃO 5,56 E 7,62, VAMOS CONHECER O FUZIL ISRAELENSE "IWI ARAD", ARMA MAIS LETAL DO BOPE?

(crédito: foto reprodução "IA"     para ilustração do texto)

Postagem públicada às 22h50 desta quinta-feira, 06 de novembro de 2025.

O fuzil israelense IWI ARAD, modularidade e supressor, tudo o que você precisa saber sobre o fuzil que  é destaque nas megaoperações do BOPE

Em meio à crescente modernização do armamento policial no Brasil, o fuzil israelense IWI ARAD se consolida como uma das armas mais avançadas em uso pelas forças especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, incluindo o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), e por corporações de outros estados como São Paulo e Espírito Santo.

O modelo, fabricado pela Israel Weapon Industries (IWI), combina leveza, modularidade e precisão em uma plataforma desenvolvida originalmente para operações de elite em Israel.

Projeto modular e multicalibre

Apresentado oficialmente em 2019, o Arad foi concebido para ser totalmente modular e multicalibre, permitindo a troca de cano e calibre em menos de um minuto. No Brasil, as versões mais comuns são as 5.56×45 mm NATO e .300 Blackout, enquanto outras forças utilizam a variante 7.62×51 mm NATO para missões de longo alcance.

O sistema de pistão de gases de curso curto substitui o mecanismo tradicional do AR-15, garantindo maior confiabilidade e menor acúmulo de resíduos. A arma também é 100% ambidestra, com todos os controles, como seletor de tiro, liberação de carregador e ferrolho, acessíveis de ambos os lados.

Leve, precisa e resistente

Segundo o armeiro André, da IWI Brasil, entrevistado pelo canal CopCast, a versão Arad 5.56 com cano de 11,5 polegadas pesa apenas 2,8 kg sem acessórios, o que a torna extremamente leve para uma carabina tática. “O Bope submeteu o Arad a testes severos de lama, areia e água, e a arma respondeu perfeitamente. Hoje ela é empregada nas tropas de elite do Rio e já foi adquirida por vários estados”, completou o entrevistador.

A precisão é outro destaque: o cano forjado a frio e cromado garante agrupamentos de até 1 MOA (Minute of Angle), mesmo após 20 mil disparos, o que supera o padrão de durabilidade da maioria das plataformas AR disponíveis no mercado.

Customização e acessórios táticos

O Arad possui trilho Picatinny superior contínuo e handguard M-LOK, permitindo ampla customização com lunetas, designadores a laser, lanternas, empunhaduras e supressores de ruído.

Sobre o uso do supressor, André explica que o objetivo não é o silêncio absoluto mostrado em filmes de ação: “O supressor serve para reduzir o impacto auditivo e proteger a audição dos operadores e das equipes próximas, não para ocultar disparos”.

Entre os acessórios compatíveis estão também as miras ópticas da Metrolight, empresa do mesmo grupo israelense, com opções de miras reflex, magnificadores e lunetas LPVO de 1–8x de ampliação, utilizadas em missões de precisão.

Versão Arad 7: poder e alcance ampliado

A variante Arad 7, de calibre 7.62×51 mm NATO, é voltada para atiradores designados. Com cano de até 20 polegadas, bipé e luneta óptica, alcança alvos a até 1.000 metros, mantendo peso reduzido de 4,2 kg sem acessórios. A coronha rebatível permite transporte fácil, sem comprometer o funcionamento da arma, um diferencial importante em operações urbanas.

A escolha das forças especiais brasileiras

No Brasil, o Arad começou a se destacar após ser adotado pelo Bope, que realizou testes intensos de confiabilidade antes da homologação. O desempenho positivo fez com que a arma se expandisse rapidamente para outras unidades táticas estaduais.

Segundo registros oficiais, o modelo também está em uso pela PM de São Paulo e pela PM do Espírito Santo, além de forças de elite em Israel, Itália, Filipinas, Peru, Chile e Equador.

A adoção do Arad reflete uma tendência global de substituição de plataformas antigas por fuzis mais leves, modulares e resistentes, adaptáveis tanto ao combate urbano quanto a missões de longo alcance.

Como resumiu o especialista ouvido pelo CopCast: “É uma arma moderna, versátil e confiável, o tipo de ferramenta que oferece ao policial brasileiro o mesmo padrão tecnológico que um operador de elite israelense”.


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Com informações Revista Sociedade Militar

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