08 DE JANEIRO: MULHER QUE PICHOU ESTÁTUA DO STF DEIXA PRISÃO
Postagem publicada às 09h55 deste domingo, 30 de março de 2025.
Filmada pichando a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 8 de janeiro, em Brasília, a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, no interior de São Paulo. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP), a saída ocorreu na noite das última sexta-feira (28).
“A Secretaria da Administração Penitenciária informa que a
pessoa citada foi colocada em prisão domiciliar ontem [sexta-feira], às 20h,
após a direção do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro dar
cumprimento ao alvará expedido pelo Supremo Tribunal Federal”, informou a SAP
em nota.
Por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, Débora teve
a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar na sexta-feira. Ela ficou
conhecida por escrever a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante o
ato golpista de 8 de janeiro de 2023.
Segundo a decisão de Moraes, a acusada cumprirá prisão
domiciliar em Paulínia (SP), onde reside. Débora deverá usar tornozeleira
eletrônica, não poderá usar redes sociais nem ter contato com outros
investigados. Está também proibida de dar entrevistas para a imprensa, blogs e
podcasts nacionais ou internacionais sem autorização do STF. Em caso de
descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.
Em nota, a defesa de Débora comemorou a decisão. “Durante
todo o período de sua detenção, Débora esteve afastada de sua família e de seus
filhos, vivendo uma situação que, na visão da defesa, foi completamente
desproporcional e sem base sólida nas evidências. A decisão de sua libertação
simboliza a esperança de que, mesmo em tempos difíceis, a verdade e a justiça
prevalecerão”, escreveram os advogados.
Julgamento
O julgamento que vai decidir se Débora será condenada começou
na semana passada, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz
Fux. Antes da suspensão, o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou para
condenar Débora a 14 anos de prisão em regime fechado.
Em depoimento prestado no ano passado ao STF, Débora Rodrigues disse que se arrepende de ter participado dos atos e de ter pichado a estátua.
Crimes
Segundo a decisão de Moraes, ao ter cumprido mais de 25% da
pena em caso de condenação, a acusada já poderia estar em progressão de regime.
A decisão, no entanto, não anula as acusações a que Débora responde.
A soma para chegar à pena de 14 anos foi feita da seguinte
forma:
• Abolição Violenta
do Estado Democrático de Direito (4 anos e 6 meses);
• Golpe de Estado:
(5 anos);
• Associação
Criminosa Armada (1 anos e 6 meses);
• Dano Qualificado:
(1 ano e 6 meses);
• Deterioração do
Patrimônio Tombado (1 ano e 6 meses);
• Regime Fechado:
Penas maiores que 8 anos começam em regime fechado.
• Indenização de R$
30 milhões: Todos os condenados pelo 8 de janeiro terão que pagar o valor
solidariamente pelos dados causados com a depredação.
********
Com informações Agência Brasil.
Comentários