VÍDEO: SERÁ O FIM DOS PUXADORES DE VOTO? HUGO MOTTA ANUNCIA ARTICULAÇÃO PARA VOTAR PEC DE VOTO DISTRITAL MISTO AINDA ESTE ANO; ENTENDA
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| (crédito: foto reprodução do Instagram para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 5h59 deste quinta-feira, 29 de outubro
de 2026.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), anunciou uma forte ofensiva institucional para reabrir as
discussões e pautar a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
que institui o sistema de voto distrital misto no Brasil. O anúncio ocorreu
após reunião com líderes e presidentes dos partidos do bloco do Centrão (União,
PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania). A meta da
cúpula da Casa é aprovar o texto em plenário antes do recesso parlamentar.
O movimento ganhou tração logo após o encerramento do
calendário eleitoral, impulsionado pelo desejo do Centrão de conter o avanço de
candidaturas polarizadas e midiáticas e reduzir a influência dos chamados
"puxadores de voto" — candidatos hiper-votados que terminam por
inflar o quociente partidário e carregar parlamentares de pouca expressão para
as cadeiras legislativas.
Transição gradual e o desenho do novo modelo
A proposta mira exclusivamente as eleições proporcionais,
alterando as regras para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais
e vereadores, sem mexer no sistema majoritário vigente para cargos do Executivo
e do Senado.
De acordo com o cronograma detalhado por Motta, o objetivo é
evitar rupturas abruptas:
• Eleições de 2030 (Transição): Funcionará como uma etapa
intermediária sob o modelo experimental do "Distritão Misto",
dividindo as vagas entre os nomes mais votados e as legendas, mas ainda sem a
divisão territorial de distritos.
• Eleições de 2034 (Vigência Plena): Aplicação integral do
modelo distrital misto em todo o país.
Inspirado no formato adotado pela Alemanha, o eleitor passará a dar dois votos na urna eletrônica: o primeiro para um candidato específico de sua região geográfica (distrito) e o segundo em uma lista predefinida pelo partido de sua preferência. Metade do parlamento será composto pelos vencedores diretos das regiões, enquanto a outra metade será extraída das listas partidárias para equilibrar as bancadas proporcionalmente.
Construção de consenso e agenda paralela para redes sociais
Para viabilizar a provável votação ainda este ano, o chefe da
Câmara iniciou conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre
(União-AP), que sinalizou de forma favorável ao avanço da reforma. Motta
ressaltou que as próximas semanas serão dedicadas ao diálogo com as bancadas do
PT e do PL, siglas que historicamente concentram os parlamentares mais votados
do país e podem manifestar resistências à mudança de formato.
Aproveitando o alinhamento com as lideranças, o presidente
também anunciou uma segunda frente de debate: a criação imediata de um grupo de
trabalho com duração de 15 dias. O colegiado — composto por um representante de
cada legenda — terá a missão de redigir uma alteração no Código Eleitoral para
criar balizas à propaganda política nas redes sociais. O foco será garantir a
"paridade de armas" e transparência algorítmica no impulsionamento de
campanhas digitais. O deputado enfatizou que a medida visa dar previsibilidade
jurídica a candidatos e partidos, rechaçando qualquer intuito de censura nas
plataformas.
Confira síntese do pronunciamento de Hugo Motta no vídeo abaixo:
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz/Vídeo reeprodução do Instagram.










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