LULA TERÁ MAIORIA NO STF E TRIBUNAL COMO ALIADO EM EMBATES COM CONGRESSO?
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| Foto Lula sentado na galeria do Senado ao lado supostos ministros do STF (crédito reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 6H30 desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026.
Entorno do presidente vê o Corte como possível sustentação
diante de uma composição adversa no Legislativo
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
consolidará uma maioria alinhada ao governo no Supremo Tribunal Federal (STF) e
deverá ter a ajuda da corte em embates com o Congresso em seu quarto mandato à
frente do Executivo.
O petista indicará pelo menos mais três ministros, que se
somarão à ala do tribunal que já costuma dar sustentação aos movimentos do
Palácio do Planalto.
Há a expectativa no entorno de Lula, inclusive, que ganhe
força o nome de Rodrigo Pacheco, ex-senador e atual integrante do Tribunal de
Contas da União, para uma indicação ao Supremo ainda neste ano a fim de
aproveitar a atual composição do Senado, menos à direita que a eleita no
primeiro turno de 2026.
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A previsão da base do governo é que se mantenha a pressão
pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, mas mesmo o cenário adverso
ao magistrado não é visto como tão ruim, uma vez que abriria outra vaga para o
tribunal a ser escolhida por Lula.
No entanto, deve se manter uma ala do tribunal mais
refratária ao Executivo devido às críticas públicas que o presidente fez
durante a campanha aos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Dias
Toffoli.
Mesmo assim, a avaliação dentro do próprio STF é que haja uma
maioria folgada alinhada ao governo e que o tribunal tenha um papel central
para dar sustentação ao Planalto nas disputas com o Congresso.
A leitura é reforçada pela possibilidade de Lula fazer uma
articulação para conseguir emplacar uma quarta indicação à Corte.
Para isso, seria necessário o ministro Gilmar Mendes
antecipar a aposentadoria, uma vez que ele chega à idade limite em 30 de
dezembro de 2030 e seria difícil a aprovação de um nome até 5 de janeiro de
2031, último dia do atual mandato.
O cenário adverso no Congresso, porém, não será novidade.
Neste mandato, o petista já enfrentou dificuldades para emplacar sua agenda no
Legislativo nos últimos quatro anos, a exemplo do veto à indicação de Jorge
Messias para o Supremo, o que não ocorria há mais de 120 anos.
Agora, a composição do parlamento tem perfil ainda mais à
direita, o que deve ampliar a resistência aos projetos petistas.
Justamente por isso que a esperança de petistas é que o STF seja um ator ainda mais importante para manter a estabilidade do governo, principalmente na área econômica, como fez no atual mandato com decisões como a manutenção de trechos de um decreto presidencial a respeito da cobrança do IOF.
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Com informações CNN Brasil.

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