VÍDEO: VAMOS AOS DETALHES, INTERPRETAÇÕES E A ÍNTEGRA DO PRONUNCIAMENTO DO LULA NA ASSEMBLEIA DA ONU NESTA TERÇA-FEIRA (22)?

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(crédito: foto reprodução 'Meta IA' para ilustração do texto)

Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 14h51 desta terça-feira, 22 de setembro de 2026.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu formalmente os discursos de chefes de Estado na 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026.

Em um pronunciamento de tom firme e voltado tanto para a geopolítica global quanto para o cenário interno, Lula fez duras críticas ao imobilismo das instituições internacionais e mandou uma mensagem contundente sobre a independência da América Latina: "O Brasil não cabe no quintal de ninguém".

O discurso ocorre em um momento estratégico, a apenas 12 dias do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil, sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que discursaria horas depois —, o líder brasileiro subiu à tribuna em Nova York focado em rechaçar pressões externas sobre a política econômica, o sistema de segurança e o processo eleitoral do país.

Abaixo, confira os principais pontos do pronunciamento presidencial de acordo com a cobertura dos principais veículos nacionais, como o G1 e a Folha de S.Paulo:

Soberania Nacional e "Quintal" Estrangeiro: Lula declarou repúdio a quaisquer "investidas neocoloniais" motivadas pela disputa de recursos estratégicos e pela proximidade geográfica com superpotências globais, no campo de defesa, o petista foi enfático ao afirmar que o país não aceita tutelas: "Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas". O presidente trouxe um debate econômico doméstico à tribuna global ao blindar a soberania digital e financeira do país, ele declarou que o governo "não vai ceder às pressões contra o Pix", chamando o sistema de pagamentos de uma infraestrutura pública e gratuita ameaçada por interesses de privatização de grandes corporações multinacionais. Sob a ótica da regulação, atacou o que chamou de "tecno-oligarcas" que tentam promover um neoliberalismo digital sem controle.

Em paralelo, subiu o tom contra o mercado das apostas virtuais (as chamadas bets), afirmando que o Brasil não tolerará modelos de negócio que "transformam o vício em lucro"; classificando o momento atual como o mais crítico da história das Nações Unidas, Lula afirmou que a organização tem falhado no compromisso de evitar guerras. Voltou a exigir uma reforma estrutural urgente do Conselho de Segurança da ONU, que segundo ele permanece engessado pelo direito de veto de poucos países.

Reafirmou a defesa de soluções diplomáticas, lamentando o "genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza", ao mesmo tempo em que criticou os ataques terroristas promovidos pelo Hamas contra civis israelenses; o presidente comemorou a redução do desmatamento na Amazônia, registrando o menor índice dos últimos 11 anos. Sobre as fontes energéticas e minerais, como as pesquisas na Margem Equatorial e as reservas de terras raras, pontuou que o acesso internacional a esses ativos exigirá contrapartidas severas de transferência de tecnologia e agregação de valor local. 

No encerramento de sua fala, Lula fez menção direta ao pleito de 4 de outubro. Garantiu que o sistema eleitoral brasileiro é moderno, robusto e transparente. Deixou um alerta severo contra redes de desinformação e tentativas externas ou internas de desestabilização da vontade popular: "A democracia brasileira pertence aos brasileiros". A manifestação de Lula em Nova York encerra o ciclo de participações internacionais de seu atual mandato em assembleias da ONU, consolidando uma estratégia multilateral que prioriza as demandas do Sul Global e o rechaço definitivo à ingerência estrangeira sobre as instituições da América Latina.

Confira a íntegra do pronunciamento no vídeo abaixo:


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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz/Vídeo reprodução do Instagram.

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