REMUNERAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS DESPENCA 16BPOSIÇÕES EM 3 ANOS NO RANKIMG DAS PROFISSÕES MAIS BEM PAGAS DO BRASIL

(crédito: foto reprodução 'IA' para ilustração)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 21h15 desta terça-feira, 21 de julho de 2026.

Apesar da remuneração média ter permanecido acima de R$ 12 mil, Oficiais das Forças Armadas perderam competitividade e foram ultrapassados por diversas carreiras, reforçando o debate sobre a atratividade da profissão militar.

Ser Oficial das Forças Armadas ficou menos interessante no Brasil, pelo menos no que diz respeito à remuneração. Em apenas 3 anos, a profissão despencou 16 posições no ranking de médias salariais no Brasil.

A informação é de um ranking divulgado pela Folha de São Paulo e divulgado nesta segunda-feira, 20 de julho, com base em dados de 425 ocupações cadastradas na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e em análises do economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence.

No ranking de 2026, que usa dados do primeiro trimestre (janeiro, fevereiro e março), os Oficiais das Forças Armadas aparecem no 30º lugar com uma remuneração média de R$ 12.779.

O ranking é liderado por:

1º lugar: Atletas e Esportistas – R$ 60.573

2º lugar: Juízes – R$ 34.805

3º lugar: Diretores e Gerentes gerais – R$ 24.575

4º lugar: Médicos especialistas – R$ 24.235

5º lugar: Filósofos, Historiadores e Especialistas em Ciência Política – R$ 21.078

Oficiais das Forças Armadas já estiveram na 14ª posição

Apenas 3 anos antes, no 2º trimestre de 2023, os Oficiais das Forças Armadas estavam em posição bem mais privilegiada no ranking de remunerações médias.

Na época, também segundo dados da PNAD analisados por Bruno Imaizumi a pedido da Folha de São Paulo, os militares ocupavam a 14ª posição com remuneração de R$ 12.581.

As profissões mais bem remuneradas eram:

1º lugar: Juízes – R$ 24.732

2º lugar: Dirigentes e Gerentes de serviços profissionais – R$ 21.535

3º lugar: Matemáticos, Atuários e Estatísticos – R$ 20.926

4º lugar: Diretores e Gerentes gerais – R$ 19.18

5º lugar: Físicos e Astrônomos – R$ 18.292,11

Mas já no ano passado as Forças Armadas davam sinais de que estavam perdendo competitividade no ranking de melhores remunerações médias por profissão no Brasil, principalmente pelo salário praticamente congelado em relação às demais carreiras.

Segundo reportagem da Folha divulgada em 28 de março de 2025, os Oficiais das Forças Armadas já tinham despencado para o 22º lugar, mesmo com uma remuneração ligeiramente maior que antes: R$ 13.072.

No geral, os profissionais foram ultrapassados por:

Engenheiros

Economistas

Trabalhadores de serviços diretos aos passageiros

Gerentes de bancos, serviços financeiros e seguros

Profissionais em Direito

Inspetores de Polícia e Detetives

Pilotos de aviação

Dirigentes de pesquisa e desenvolvimento

Entre outros.

Quer saber a remuneração bruta e líquida dos militares das Forças Armadas por posto e graduação? Use o simulador do Revista Sociedade Militar

Perda de atratividade da carreira militar é ascendente

Em dezembro de 2024, em extensa reportagem, o portal Revista Sociedade Militar já vinha noticiando o evidente desgaste da atratividade da profissão militar, intensificado pelos salários cada vez maiores das forças de segurança pública estaduais.

Na época, o Ex-Comandante da Marinha, Almirante da Reserva Eduardo Leal Ferreira, disse à Folha de São Paulo que as Forças Armadas e a profissão militar na esfera federal estão muito desprestigiadas.

“Nos bons colégios do Rio, você não vai encontrar quem queira ser militar, porque os atrativos são cada vez menores em comparação com outras atividades”.

Usando dados de instituições preparatórias para concursos militares, a reportagem evidenciou a grande queda no número de inscritos para certames como o da EAM (Escola de Aprendizes-Marinheiros), Fuzileiros Navais, EPCAR (Escola Preparatória de Cadetes do Ar), ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército).

Em 29 de março deste ano, o articulista JB Reis, em levantamento exclusivo do portal Revista Sociedade Militar, apontou que apenas no primeiro trimestre 21 oficiais aviadores pediram baixa da FAB (Força Aérea Brasileira).

Um dos principais motivos apontados para a grande evasão é a remuneração inferior em relação à que é oferecida na iniciativa privada.



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Com informações Revista Sociedade Militar.

 

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