QUANDO UM AVIÃO CAI NA SELVA FECHADA OU ALGUÉM DESAPARECE EM ÁREA ISOLADA, A FAB ACIONA O PARA-SAR; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução 'IA' para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 16h45 desta quarta-feira, 22 de julho
de 2026.
Quando um avião cai na selva, famílias ficam presas em
enchentes ou alguém desaparece em área isolada, a FAB aciona o PARA-SAR, tropa
de elite treinada para chegar onde quase ninguém consegue e trazer vidas de
volta
Integrantes de uma unidade especializada da Força Aérea
Brasileira enfrentam selva, mar, montanhas, enchentes e áreas de difícil acesso
em operações que combinam sobrevivência, paraquedismo, atendimento emergencial
e técnicas avançadas de busca, salvamento e infiltração em cenários extremos
pelo país.
Quando um acidente acontece longe das estradas, dos hospitais
e das áreas urbanas, o resgate deixa de depender apenas de ambulâncias e passa
a exigir algo bem mais raro.
É nesse cenário que entram militares treinados para saltar de
aeronaves, sobreviver na mata, escalar áreas isoladas, mergulhar em ambiente
hostil e manter uma vítima viva até a chegada da evacuação.
O PARA-SAR, unidade de elite da Força Aérea Brasileira, é o
esquadrão preparado para missões de busca e salvamento em situações extremas,
segundo o Correio Braziliense e informações da própria FAB.
Oficialmente chamado de Esquadrão Aeroterrestre de
Salvamento, o grupo fica sediado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e tem
origem ligada à criação da 1ª Esquadrilha Aeroterrestre de Salvamento, em 1963.
Missão de resgate
A sigla PARA-SAR une duas ideias centrais.
“PARA” vem de paraquedistas.
“SAR” vem do inglês Search and Rescue, expressão usada
internacionalmente para busca e salvamento.
Na prática, a unidade atua quando o resgate exige chegar a
locais onde equipes comuns dificilmente conseguem entrar com rapidez.
Isso pode incluir queda de aeronave em mata fechada, área
alagada, terreno montanhoso, região isolada, operação humanitária ou cenário de
risco.
A frase mais associada ao espírito da tropa é “Para que
outros possam viver”, lema conhecido da aviação de busca e salvamento.
Sem aviões próprios
A curiosidade mais forte é que o PARA-SAR não depende de uma
frota própria para existir.
Segundo o Correio Braziliense, o esquadrão não possui aviões
ou helicópteros exclusivos.
Seus operadores embarcam em aeronaves de outros esquadrões da
FAB, conforme a missão, o terreno e a urgência.
Isso muda a percepção sobre a unidade.
O poder do PARA-SAR não está no avião, mas no fator humano.
O diferencial está no militar que consegue saltar, orientar
aeronaves, sobreviver isolado, prestar atendimento inicial e conduzir uma
evacuação em áreas onde o tempo pode decidir entre vida e morte.
Rede nacional
O Brasil é grande demais para depender de um único ponto de
partida.
Por isso, a busca e salvamento da FAB funciona como uma rede
distribuída por diferentes regiões do país.
A própria Força Aérea informa que a aviação de busca e
salvamento reúne esquadrões em todas as regiões, incluindo Campo Grande,
Parnamirim, Rio de Janeiro, Santa Maria, Canoas, Manaus e Belém.
Essa estrutura ajuda a explicar como a FAB consegue responder
a emergências em áreas remotas.
O tempo de chegada depende da distância, da aeronave
disponível, do clima e da natureza da ocorrência.
Mesmo assim, a lógica é manter equipes e meios preparados
para reduzir ao máximo a janela entre o chamado e o resgate.
Formação dura
Entrar nesse tipo de tropa exige mais do que preparo físico.
O militar precisa resistir a pressão psicológica, fadiga,
privação de conforto e cenários que simulam missões reais em ambiente hostil.
A porta de entrada mais conhecida é o Curso de Comandos de
Força Aérea, que prepara militares para operações especiais.
Segundo a FAB, o curso inclui temas como reconhecimento
especial, guiamento aéreo avançado, ação direta e contraterrorismo.
Quem conclui recebe a distinção de “Pastor”, nome tradicional
entre os concludentes.
Em reportagem da FAB sobre a formatura do curso, o comandante
do PARA-SAR foi identificado como Pastor 178, número que representa a contagem
dos militares que conseguiram concluir a formação até aquele momento.
Esse detalhe mostra por que a seleção é vista como uma das
mais duras da Força Aérea.
Depois dela, vêm outras capacitações ligadas a selva,
montanha, mergulho, paraquedismo, sobrevivência, primeiros socorros e resgate
em combate.
Onde poucos chegam
A atuação do PARA-SAR não se resume a um único tipo de
ocorrência.
A FAB registra a participação da unidade em acidentes de
grande repercussão na aviação brasileira, como o FAB 2068, em 1967, o Varig
254, em 1989, o Gol 1907, em 2006, e o Air France 447, em 2009.
Essas missões mostram a complexidade do trabalho.
Em muitos casos, a busca envolve mata fechada, regiões sem
pista, destroços espalhados, comunicação difícil e longas jornadas de
varredura.
O objetivo não é apenas encontrar a aeronave.
Também é localizar sobreviventes, prestar atendimento,
recuperar corpos quando necessário e apoiar investigações de segurança de voo.
Operações especiais
A unidade também aparece em treinamentos e missões que vão
além do resgate clássico.
A FAB já destacou a participação do PARA-SAR em ações de
busca e salvamento em combate, infiltração, infiltração por helicóptero,
guiamento aéreo avançado e missões especiais.
Em 2025, por exemplo, o esquadrão foi citado em ações de
contraterrorismo e resposta imediata durante a COP30, em Belém, dentro da
estrutura de operações especiais do Comando Marajoara.
Isso ajuda a entender por que a tropa precisa dominar
técnicas tão diferentes.
O mesmo militar que pode saltar para resgatar uma vítima em
área isolada também precisa operar em ambiente urbano, selva, mar, montanha ou
cenário de ameaça armada.
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Com informações Revista Sociedade Militar/Foto reprodução de Inteligência Artificial.





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