FORÇA AÉREA REVELA VALORES GASTO COM A FORMAÇÃO DE OFICIAIS AVIADORES NA AFA; CONFIRA

(Crédito: foto reprodução 'IA Meta para ilustração do texto)

Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 11h10 deste domingo, 26 de julho de 2026.

A Força Aérea Brasileira revelou os valores gasts na formação dos oficiais na principal academia da instituição. Um documento da Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica homologou o Custo Aluno Curso (CAC) da Academia da Força Aérea (AFA) e revelou que formar um único oficial aviador custa entre R$ 907,7 mil e R$ 1,27 milhão ao longo dos quatro anos de curso, várias vezes o gasto com um oficial intendente ou de infantaria.

Quanto custa formar um aviador

Os valores se referem à turma de 2023 e foram calculados série a série, ou seja, ano a ano de curso. Na formação de aviadores, a primeira série custou R$ 101.271,54 por aluno; a segunda, R$ 237.472,93; e a terceira, R$ 118.785,72. O salto está na quarta série, quando entra a fase de voo.

Nesse último ano, o custo depende da aeronave usada no treinamento. Com o T-27 Tucano, a quarta série sai por R$ 811.587,14 por aluno; com o T-25 Universal, por R$ 450.165,88. Só o ano final de um cadete treinado no Tucano custa, portanto, mais do que a formação inteira de um oficial de outra especialidade.

Somadas as quatro séries, formar um aviador custou de R$ 907,7 mil (com o T-25) a cerca de R$ 1,27 milhão (com o T-27) por aluno.

Intendentes e infantaria custam bem menos

No Curso de Formação de Oficiais Intendentes, as quatro séries somaram cerca de R$ 264,7 mil por aluno — R$ 51.611,89, R$ 53.099,42, R$ 82.265,36 e R$ 77.706,51. Na Infantaria, o total ficou em torno de R$ 265 mil, com séries de R$ 44.967,65, R$ 44.884,17, R$ 83.814,75 e R$ 91.297,26.

As duas carreiras custam praticamente o mesmo e ficam de três a quase cinco vezes abaixo do aviador. A diferença é quase toda explicada pelas horas de voo: intendentes e infantes não passam pela fase de treinamento aéreo que encarece o quarto ano do piloto.

Os valores gastos com a formação

Valores gastos com a formação de oficiais na AFA

De onde vêm os números fornecidos pela FAB

Os valores constam do Termo de Homologação 026/2025, assinado na Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica. O cálculo foi elaborado pela própria AFA e homologado pelo Subdiretor de Contabilidade, com base nas normas internas ICA 12-28/2018 (para a 3ª e a 4ª séries) e ICA 12-28/2021 (para a 1ª e a 2ª séries). O CAC mede o custo por aluno em cada ano do curso e permite dimensionar quanto o poder público investe em cada oficial formado.

A conta se cruza com a debandada

Esses valores ganham outro peso diante da saída de oficiais registrada em 2026. Levantamento da Revista Sociedade Militar apurou que, entre 1º de junho e 22 de julho, a Aeronáutica concedeu quatorze demissões, todas a pedido, seis delas de oficiais aviadores, formados justamente no curso descrito no documento.

No primeiro trimestre do ano, a FAB já havia perdido 21 aviadores.

O movimento acompanha o aquecimento do mercado civil: em dezembro de 2025, a LATAM passou a oferecer bônus de admissão de R$ 80 mil para pilotos, segundo o G1. Entre os que deixaram a Força nos útimos meses está um tenente-coronel aviador que comandava sua unidade e estava a um apenas 2 posto do generalato, além de vários outros oficiais de diversas especialidades.

O custo vira régua de ressarcimento

O CAC não é um dado apenas contábil. Pelo artigo 116, inciso II, do Estatuto dos Militares, o oficial com menos de três anos de oficialato que pede demissão deve indenizar a União pelos gastos com sua preparação e formação. É aí que os valores homologados viram parâmetro: definem quanto o Estado busca reaver de cada piloto que troca a farda pela aviação civil.

Com o treinamento de voo empurrando o custo de um único aviador para além de R$ 1 milhão, cada saída precoce pesa de forma desproporcional no orçamento e, ao mesmo tempo, fixa o tamanho da conta que o oficial pode ter de pagar para deixar a Força antes do prazo.

Em meio à evasão de oficiais, Força Aérea revela gasto na formação de oficiais na principal academia da instituição.


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Com informações Revista Sociedade Militar/Foto reprodução 'IA Meta'. 

 

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