QUEM É ‘NIÑO GUERRERO', LÍDER DE FACÇÃO MORTO EM OPERAÇÃO DOS EUA EM ESTADO DE BOLIVAR SUDESTE VENEZUELANO?
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| (crédito: foto reprodução do Instagram) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada à 1h43 deste domingo, 14 de junho de 2026.
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño
Guerrero", morreu durante uma
operação conjunta dos Estados Unidos e da Venezuela realizada no estado
de Bolívar, no sudeste venezuelano. Considerado um dos criminosos mais
procurados da América Latina, ele liderava o Tren de Aragua, organização
criminosa classificada como terrorista pelos EUA e com atuação em diversos
países da região.
Nascido em 1983 na cidade de Maracay, na Venezuela, Guerrero
transformou um grupo surgido dentro de uma prisão em uma rede criminosa
internacional acusada de tráfico de drogas, extorsão, sequestros, exploração
sexual, lavagem de dinheiro e homicídios. Sua influência se expandiu para
diversos países da América do Sul, o que fez com que ele se tornasse alvo
prioritário das autoridades.
A morte do líder foi confirmada pelo governo venezuelano na
sexta-feira (12), poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, afirmar que forças americanas participaram da ação. Segundo o
governo, ele foi "neutralizado" durante uma operação de segurança que
também teve como alvo integrantes de grupos criminosos na região.
De criminoso a chefe do Tren de Aragua
Antes de se tornar um dos nomes mais conhecidos do crime
organizado latino-americano, Héctor Rusthenford Guerrero Flores acumulou
passagens pela polícia por roubo, tráfico de drogas e homicídio.
Ele foi preso em 2010 e enviado para a prisão de Tocorón, no
estado de Aragua. Após fugir do presídio em 2012, foi recapturado no ano
seguinte e retornou à unidade. Mesmo atrás das grades, conseguiu consolidar seu
poder e transformar o Tren de Aragua em uma das maiores organizações criminosas
do continente.
Em 2018, foi condenado a 17 anos de prisão por crimes como
homicídio, tráfico de drogas, roubo de identidade e posse ilegal de armas. No
entanto, nunca deixou de exercer influência sobre a facção.
A prisão que virou símbolo de poder
Durante anos, Guerrero comandou o Tren de Aragua a partir do
Centro Penitenciário de Aragua, conhecido como prisão de Tocorón.
Relatórios e investigações apontaram que o local possuía uma
estrutura incomum para um presídio, parecendo um hotel de luxo. A unidade
contava com piscina, boate, cassino, restaurantes, bares, campo esportivo e até
um zoológico com animais exóticos.
Em 2023, uma megaoperação das forças de segurança
venezuelanas retomou o controle da prisão. Na ocasião, foram encontrados
armamentos de guerra, explosivos e túneis utilizados para fugas. Entretanto,
Guerrero conseguiu escapar e permaneceu foragido desde então.
Tren de Aragua e a expansão pela América Latina
A facção criminosa Tren de Aragua surgiu dentro do sistema
prisional venezuelano e se fortaleceu em meio à crise econômica e social do
país.
Com o aumento da migração venezuelana para outros países,
integrantes da organização passaram a atuar em diferentes regiões da América
Latina. Autoridades atribuem ao grupo crimes como tráfico de drogas, tráfico de
pessoas, exploração sexual, extorsão, sequestros, assassinatos e garimpo
ilegal.
Nos últimos anos, a facção se tornou alvo de operações em
países como Colômbia, Peru, Chile, Equador, Brasil e Estados Unidos.
Em 2025, o governo americano classificou o Tren de Aragua
como organização terrorista estrangeira, ampliando as medidas de combate ao
grupo e impondo sanções contra seus integrantes.
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Com apuração do Blog Eterno Aprendiz.
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