JUSTIÇA ARQUIVA AÇÃO DE ZAMBELLI CONTRA JORNALISTA QUE ELA PERSEGIU ARMADA
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 6 horas desta terça-feira, 16 de junho de 2026.
Decisão da Justiça paulista reconheceu cumprimento integral das penas impostas ao jornalista e encerrou em definitivo o processo movido pela ex-deputada
Luan ficou conhecido nacionalmente em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando foi perseguido por Zambelli pelas ruas de São Paulo enquanto a então deputada empunhava uma arma. O episódio foi registrado em vídeos e se tornou um dos casos mais emblemáticos de violência política daquele período.
A decisão desta segunda-feira reconheceu o cumprimento integral das penas impostas ao jornalista. Segundo nota divulgada pela defesa de Luan, o pagamento das multas e prestações pecuniárias, que totalizaram R$ 2.216,30, foi viabilizado por uma campanha de arrecadação online.
O desfecho reverte uma situação que havia provocado forte repercussão. No início de junho, a Justiça paulista havia determinado a conversão da pena de Luan em prisão em regime aberto por causa do não pagamento dos valores. A defesa sustentou que a medida era desproporcional diante da hipossuficiência financeira do jornalista.
“O apoio da sociedade foi fundamental para reverter uma decisão anterior que havia determinado a conversão da pena em prisão, demonstrando a desproporcionalidade da medida frente à comprovada hipossuficiência financeira de Luan”, afirmou a defesa, em nota.
O processo encerrado agora é uma ação penal movida por Zambelli contra Luan por declarações feitas por ele após a perseguição armada. O jornalista foi absolvido da acusação de injúria, mas acabou condenado por difamação. A pendência financeira levou à decisão anterior que havia convertido a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade.
A defesa de Luan afirma que a mobilização popular foi decisiva para quitar os valores e encerrar o processo. “A defesa celebra a decisão, que não apenas encerra o processo, mas também reafirma a importância da solidariedade e da mobilização social como instrumentos de justiça”, diz a nota assinada pelo advogado Renan Bohus.
O caso ganhou contornos ainda mais simbólicos porque Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal pelo episódio da perseguição armada. A Corte entendeu que a então deputada cometeu os crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma ao perseguir Luan pelas ruas de São Paulo.
Com a decisão desta segunda-feira, a ação movida por Zambelli contra o jornalista está oficialmente arquivada.






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