EXÉRCITO ENTRA EM GUERRA PARA RESGATAR IMAGEM E LANÇA OFENSIVA DE COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA SEM NOVOS GASTOS; CONFIRA
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| (Foto: Comandante-Ageral do Exército Brasileiro prestando continência- créditos Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 5h44 desta segunda-feira, 08 de junho de 2026.
O Exército Brasileiro está reformulando a forma como se conecta com a nação para reforçar sua presença institucional e resgatar a imagem da Força. A instituição militar estabeleceu um novo programa com foco total em comunicação estratégica, integrando essas ações às Diretrizes Estratégicas para 2026. Essa iniciativa busca promover uma interação mais direta, clara e transparente com a sociedade civil em todo o território nacional.
Os detalhes práticos desse programa, no entanto, vieram a público de forma mais aprofundada após a corporação ser cobrada a prestar esclarecimentos formais ao Congresso Nacional. A movimentação revela um esforço claro da caserna para evidenciar a importância e a legitimidade da profissão militar no Brasil atual. Tudo isso ocorre em um momento político que exige grande escrutínio sobre as ações das Forças Armadas.
Pressão no congresso e as novas diretrizes
O clima atual em Brasília exige transparência absoluta dos órgãos de Estado, especialmente no setor de defesa. O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) tem atuado com pulso firme e exigido explicações constantes em relação às Forças Armadas, por conta de discursos duros de alguns deputados chegou a ocorrer um bate-boca entre oficial do Exército e parlamentares e sob essa pressão contínua na comissão, o Ministério da Defesa foi acionado para detalhar a estratégia de comunicação institucional do Exército Brasileiro.
A resposta oficial foi motivada por um requerimento baseado na Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara, exigindo clareza sobre as novas diretrizes. O foco na comunicação foi definido pelo Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, durante reunião com oficiais-generais em 26 de fevereiro. Na ocasião, a comunicação estratégica foi apontada como o ponto principal para resgatar a credibilidade da corporação.
Comunicação moderna e otimização de recursos
Um dos pontos mais sensíveis dessa forte cobrança parlamentar era o possível impacto financeiro das ações propostas pelo Comando. O Exército garantiu formalmente, por meio de ofício encaminhado aos deputados, que a nova abordagem não trará despesas extraordinárias aos cofres públicos.
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Um documento encaminhado pelo Exército ao Ministério da Defesa para embasar respostas a questionamentos feitos pela Câmara dos Deputados, o ofício nº 1170-A4.7 do Comando do Exército, denominado Programa do Exército Brasileiro para reforçar sua presença institucional com
investimento em Comunicação Estratégica, explica que a meta da força terrestre é fazer mais e se comunicar melhor utilizando apenas a estrutura que a Força Terrestre já possui atualmente.
A instituição determinou que utilizará exclusivamente os meios e os canais de divulgação já existentes. Dessa forma, o Gabinete do Comandante descartou categoricamente qualquer necessidade de aumentar o seu efetivo militar ou de alocar recursos financeiros adicionais para implementar o programa. A estratégia governamental foca, portanto, na otimização da máquina pública sem onerar o cidadão brasileiro.
Pilares de conexão e métricas de transparência
Para atender às rigorosas exigências dos parlamentares por mais clareza, a Força Terrestre detalhou as suas frentes de atuação. As principais linhas de esforço incluem a demonstração da operacionalidade diária e o destaque para os avanços em ciência, tecnologia e inovação. O Exército também busca fortalecer a diplomacia militar, a coesão de suas tropas e a integração efetiva com a sociedade como um todo.
“… b. Os indicadores afetos à Comunicação Estratégica estão publicados no Relatório de Gestão do Comando do Exército (RGCE); c. A Comunicação Estratégica utiliza os meios já existentes, não havendo necessidade de aumento de efetivo nem de alocação de recursos adicionais ou extraordinários para sua implementação...”, diz um trecho de documento enviado à Câmara dos Deputados pelo Exército Brasileiro.
A fiscalização exercida pela comissão requer a apresentação de dados concretos e plenamente mensuráveis sobre essas iniciativas. Para garantir que o Congresso e a população acompanhem os resultados, os indicadores que medem a eficiência dessa comunicação não são mantidos em sigilo. Pelo contrário, eles são abertos ao público e publicados periodicamente no Relatório de Gestão do Comando do Exército (RGCE).
A defesa da pátria como prioridade absoluta
Apesar do forte empenho em aprimorar a sua comunicação e buscar proximidade com os civis, as prioridades da instituição, segundo o documento enviado ao parlamento, não mudaram. O Exército ressaltou que a destinação de seus recursos continua focada inteiramente na prontidão operacional e no fiel cumprimento de suas missões constitucionais. A defesa da Pátria permanece sendo o objetivo fundamental, inegociável e a bússola da Força Terrestre.
“A operacionalidade da Força e a defesa da Pátria sempre constituirão a prioridade do Exército Brasileiro. Ao mesmo tempo, a vertente Mão Amiga, representada pela cooperação para o desenvolvimento nacional e a defesa civil, também integra o rol de suas missões constitucionais”.
O Exército argumenta perante o Congresso Nacional que a confiança da sociedade é mantida, acima de tudo, pela capacidade real e operacional de sua tropa. Além disso, a resposta faz questão de exaltar a vertente da “Mão Amiga”, destacando a cooperação em prol do desenvolvimento nacional e as ações de defesa civil. Esse trabalho integrado funciona amparado pela Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999.
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Com informações e foto Revista Sociedade Militar.








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