DINO MARCA PARA 16 DE JUNHO JULGAMENTO DE EDUARDO BOLSONARO NO STF; CONFIRA
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| (crédito: foto reproduçãoo do Supremo Tribunal Federal) |
Por: Alvaro Neves,
Postagem publicada às 18h03 desta quarta-feira, 03 de
junho de 2026.
Primeira Turma vai analisar ação em que ex-deputado é acusado
de coação por articulações feitas nos Estados Unidos
O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF
(Supremo Tribunal Federal), marcou para o dia 16 de junho o julgamento da ação
em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é acusado de coação no curso do
processo por sua atuação nos Estados Unidos.
O caso será analisado presencialmente pelo colegiado. A data
foi definida após o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, liberar o
processo para julgamento nesta quarta-feira (3).
Hoje morando nos Estados Unidos, Eduardo foi denunciado pela
PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro de 2025 sob a acusação de
atuar junto a autoridades norte-americanas para pressionar ministros do STF e
tentar influenciar os processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL).
Segundo a acusação, Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo
se mobilizaram nos EUA para buscar sanções contra integrantes da Suprema Corte
e medidas econômicas contra o Brasil.
Para a PGR, a estratégia tinha o objetivo de constranger
ministros do STF e interferir no julgamento de ações envolvendo Bolsonaro. Em
maio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação do
ex-deputado.
"As condutas criminosas estruturaram-se em torno da
ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto
para os Ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil – algumas
delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos
com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros", disse Gonet nas
alegações finais enviadas ao Supremo.
Já a defesa do Eduardo, feita pela DPU (Defensoria Pública da
União), argumentou que Moraes não poderia atuar no julgamento da ação penal
pois seria a “principal vítima” das condutas atribuídas ao ex-parlamentar.
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Com informações CNN Brasil.

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