ANAC APURA SE HELICÓPTERO ENVOLVIDO EM COLISÃO NO RIO FAZIA TRANSPORTE CLANDESTINO
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Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 21h45 desta segunda-feira, 15 junho de 2026.
A aeronave que carregava o cantor norte-americano Oliver Tree e o youtuber argentino, Gapi, não tinha autorização para transporte remunerado de passageiros
Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão fiscalizador do transporte aéreo no Brasil, afirmou nesta segunda-feira (15) que vai investigar por possível transporte clandestino de passageiros em um dos helicópteros que colidiram no Rio de Janeiro.
A informação foi adiantada pelo presidente da agência, Thiago Faierstein, à GloboNews, e confirmada pelo órgão à Folha de S.Paulo.
Dois helicópteros se chocaram no ar acima do bairro Recreio dos Bandeirantes neste domingo (14). A colisão causou a morte de seis pessoas – dois pilotos e quatro passageiros.
Um dos helicópteros, o de prefixo PP-MAC, não tinha autorização para transporte remunerado de passageiros, mas carregava o youtuber argentino Gaspi, o cantor americano Oliver Tree, o produtor musical Lucas Frota e o cineasta argentino Lucas Vignale, além do piloto Alexandre Souza. Todos eles morreram na queda da aeronave que seguia para Angra dos Reis (RJ).
A Anac diz ter coletado indícios, numa apuração ainda preliminar, de que a aeronave estava sendo utilizada para transporte remunerado de passageiros, mesmo sem ter licença para prestar esse serviço.
“Precisamos verificar se essas aeronaves – ou pelo menos uma delas, a que estava com passageiros – estavam realizando o que a gente chama de transporte aéreo clandestino. Nós temos várias denúncias e algumas investigações em curso”, declarou Faierstein à GloboNews.
Ele ressalvou que os dois pilotos eram experientes e que as aeronaves se encontravam em situação regular, reforçando o que já havia dito o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), no domingo.
Contrato com a prefeitura do Rio
Na outra aeronave, de prefixo PR-DJJ e com destino à região serrana, estava o piloto Charles Marsillac, que também morreu. O proprietário deste último helicóptero detinha um contrato de prestação de serviços de transporte com a Prefeitura do Rio considerado irregular pela Anac.
Em troca de horas de voo em prol do município, o proprietário ganhou acesso ao heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da capital fluminense. Maurício da Cunha e Silva, dono da aeronave, não se manifestou sobre o assunto. A Prefeitura do Rio também foi procurada, mas não respondeu.
“Aeronaves privadas [não certificadas para transporte/panorâmico] não podem receber compensação para realizar voos. Aeronaves desse tipo devem ser utilizadas para benefício do seu proprietário ou operador e seus convidados. O transporte não pode ser cobrado”, afirmou a Anac em nota.
Investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à Força Aérea, vão conduzir um inquérito sobre as causas do acidente.
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Com informações Folhapress/Via ICL Notícias.





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