VÍDEO: LINDBERGH FARIAS ACABA DE COLOCAR COMBUSTÍVEL NESTE VESPEIRO CHAMADO: “VAZAMENTO DE MENSAGENS DO SITE INTERCEPT BRASIL”; CONFIRA
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 10h28 desta quarta-feira, 14 de maio de
2026.
Após vídeo publicada em suas redes sociais, Lindbergh Farias acaba
de colocar mais combustível neste vespeiro após notas divulgadas pela produtora
GOUP Entertainment e pelo deputado federal Mario Frias após a revelação de
documentos, mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel
Vorcaro acabaram ampliando a crise política em torno do senador e do filme
“Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O principal ponto das manifestações divulgadas pelos
responsáveis pelo projeto foi a tentativa de negar que recursos de Daniel
Vorcaro ou do Banco Master tenham sido usados para financiar o longa. O
problema é que as notas acabaram deixando sem resposta justamente o destino dos
10,6 milhões de dólares - cerca de R$ 61 milhões - apontados em documentos
revelados pelo Intercept Brasil.
Segundo a reportagem, os valores teriam sido pagos entre
fevereiro e maio de 2025 em seis operações relacionadas ao financiamento do
projeto cinematográfico.
Na nota divulgada pela GOUP Entertainment, a produtora afirma
que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco
Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os
financiadores do filme.
Mario Frias reforçou a mesma linha.
“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um
único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, afirmou o deputado federal
e produtor executivo do longa.
O empresário Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-ditador João
Figueiredo e aliado da família Bolsonaro, também saiu em defesa do projeto nas
redes sociais e afirmou que o filme não recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.
A mobilização de aliados para reforçar publicamente a
negativa sobre os recursos acabou ampliando ainda mais o debate político em
torno do caso, principalmente porque os documentos mencionados pelo Intercept
Brasil apontam pagamentos milionários associados ao financiamento do filme.
A reportagem questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro
sobre esse ponto: se os valores mencionados nos documentos não foram destinados
ao filme, para onde o dinheiro teria sido enviado? Até a publicação desta
matéria, não houve resposta.
Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Mario Frias ter
afirmado que, “ainda que houvesse” dinheiro de Vorcaro no projeto, “não haveria
problema algum”, alegando que se trataria de uma relação privada sem uso de
dinheiro público.
A declaração foi vista por integrantes da oposição como uma
mudança parcial na estratégia de defesa adotada inicialmente pelos envolvidos
no caso. Primeiro, a linha das manifestações públicas buscou negar qualquer
ligação financeira entre Vorcaro e o filme. Agora, além da negativa, a nova
nota também sustenta que eventual aporte privado não configuraria
irregularidade.
Na mesma nota, Mario Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não
possui participação societária no filme nem na produtora responsável pelo
projeto.
“Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da
família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair
investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, escreveu.
A declaração acabou reforçando a percepção de que Flávio
Bolsonaro participava das articulações para captação de recursos do longa, algo
que ajuda a explicar os áudios revelados pelo Intercept Brasil em que o senador
aparece cobrando pagamentos e relatando preocupação com a continuidade do
projeto.
As notas divulgadas pelos responsáveis pelo filme também
deslocaram o foco da crise. Inicialmente, o centro da discussão estava na
relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Agora, o debate passou a girar
também em torno do destino dos recursos mencionados nos documentos revelados
pela reportagem.
Confira a cobrança do destino da quantia em questão por
Lindbergh Farias:







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