PESQUISA ATLAS: 'SERÁ QUE QUEDA DE FLÁVIO TEVE INFLUÊNCIA DO CASO DAS MENSAGENS A VORCARO'?
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| (crédito: foto reprodução ICL Notícias para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 11h40 desta terça-feira, 19 de maio de
2026.
A pesquisa indica que o desgaste provocado pelo caso Daniel
Vorcaro não ficou restrito ao noticiário político e já apresenta reflexos
eleitorais para Flávio Bolsonaro. Enquanto Lula avançou no levantamento, o
pré-candidato do PL registrou queda.
Mesmo com desaprovação maior que aprovação, o presidente Lula
segue liderando os principais cenários da disputa presidencial de 2026, segundo
a nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19). O
levantamento mostra um governo desgastado, mas também revela que a direita
ainda não conseguiu construir um nome alternativo suficientemente competitivo
fora da família Bolsonaro.
Mesmo diante desse desgaste, Lula continua liderando os
cenários eleitorais apresentados pela Atlas.
No principal cenário de primeiro turno testado pela pesquisa:
Lula: 47% (+1,5)
Flávio Bolsonaro: 34,3% (-1,8)
Renan Santos: 6,9% (+0,4)
Romeu Zema: 5,2% (-0,3)
Ronaldo Caiado: 2,7% (-0,2)
Augusto Cury: 0,4% (estável)
Aldo Rebelo: 0,2% (estável)
Branco/nulo: 1,4% (-0,1)
Não sabem: 1,9% (+0,2)
O dado mais relevante desse cenário é a consolidação de Flávio Bolsonaro como único nome efetivamente competitivo do bolsonarismo. O senador aparece muito à frente de Zema e Caiado, reforçando a dependência da direita em relação à família Bolsonaro.
A pesquisa também testou um cenário sem Flávio Bolsonaro e
com Michelle Bolsonaro representando o campo bolsonarista.
Nesse quadro:
Lula: 47,8% (+1,3)
Michelle Bolsonaro: 30,4% (-2,4)
Renan Santos: 7,5% (+0,6)
Romeu Zema: 5,9% (-0,1)
Ronaldo Caiado: 3,1% (+0,2)
Branco/nulo: 2,4% (+0,1)
Não sabem: 2,9% (+0,3)
O levantamento sugere que, apesar da força da marca
Bolsonaro, a transferência de capital político dentro da própria família
encontra limites.
O cenário reforça uma preocupação crescente dentro da
direita: trocar Flávio por Michelle ou outro nome pode significar risco real de
perder competitividade e até de ficar fora do segundo turno.
A pesquisa mostra que:
51,3% desaprovam o desempenho do presidente Lula (-1,1)
47,4% aprovam a atuação do presidente (+1,2)
48,4% avaliam o governo como ruim ou péssimo (-0,8)
42,9% classificam o governo como ótimo ou bom (+1)
8,7% avaliam a gestão como regular
Segundo turno
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente
também aparece na frente.
O cenário mostra:
Lula: 50,6% (+1,7)
Flávio Bolsonaro: 45,1% (-1,5)
Branco/nulo: 2,2% (-0,1)
Não sabem: 2,1% (-0,2)
Os números indicam que Lula preserva uma frente eleitoral
mais ampla fora do núcleo petista, enquanto Flávio ainda encontra dificuldades
para ultrapassar o teto do eleitorado bolsonarista mais fiel.
Os cruzamentos demográficos da pesquisa mostram que Lula
segue especialmente forte entre os mais pobres, no Nordeste e entre eleitores
que votaram nele em 2022. Já a direita continua mais forte entre evangélicos,
eleitores de renda mais alta e nas regiões Sul e Centro-Oeste.
A fotografia eleitoral apresentada pela Atlas mostra um país
ainda profundamente polarizado, mas relativamente estável em seus blocos
políticos. O governo Lula apresenta desgaste relevante após mais de três anos
de mandato, porém a oposição ainda não conseguiu converter esse desgaste em
maioria eleitoral.
Outro dado importante é o enfraquecimento dos nomes
alternativos da direita. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem fragmentando o
eleitorado conservador, mas sem demonstrar capacidade real de liderar o campo
oposicionista.
Na prática, a pesquisa sugere que o bolsonarismo entrou em um
ponto de dependência da própria família Bolsonaro. Sem Jair Bolsonaro elegível,
Flávio aparece como herdeiro natural do espólio político do ex-presidente,
enquanto outros nomes seguem incapazes de ocupar plenamente esse espaço.
O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de
maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
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Com informações ICL Notícias.

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