OPERAÇÃO JEANNE D’ARC 2026: MARINHA DO BRASIL E FRANCESA FAZEM EXERCÍCIO NA COSTA DO RIO
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto/Marinha do Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 16h17 desta sexta-feira, 1º de maio de 2026.
Marinhas brasileira e francesa fazem exercício na costa do
Rio
Cerca de 1,7 mil militares participaram da Operação Jeanne
d'Arc 2026
Cerca de 1,7 mil militares da Marinha do Brasil, da Marinha
Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês participaram de um
exercício na Ilha da Marambaia, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
A mobilização faz parte da Operação Jeanne d'Arc 2026.
Equipes da Agência Brasil e da Rádio Nacional acompanharam os últimos dias da
missão no Rio de Janeiro, na segunda (27) e na terça-feira (28).
A ação contou com o apoio de submarinos, veículos anfíbios,
aéreos e terrestres, além do porta-helicópteros francês Dixmude, que trouxe os
equipamentos e os militares envolvidos.
A presença da França reflete interesses diretos na região,
especialmente a Guiana Francesa, além de reforçar a posição do Brasil como
principal ator naval do Atlântico Sul.
Atividades
No primeiro dia, a bordo do navio Dixmude, os profissionais
se deslocaram do cais do porto no Rio de Janeiro até Itacuruçá, distrito de
Mangaratiba, também na Costa Verde fluminense, além dos preparativos para o
adestramento anfíbio, ocorrido na terça, na Ilha de Marambaia, situada na
região.
Na terça-feira, foram feitos exercícios anfíbios combinados.
O ponto mais importante foi a transição do ambiente marítimo para o terrestre.
As atividades contaram com exercícios de tiro prático, progressão em campo
minado simulado e primeiros socorros.
Rio de Janeiro (RJ), 30/04/2026 - Foto feita em 28/04/2026 – Marinheiros da Marinha do Brasil
e da França fazem exercícios durante a missão Jeanne d'Arc 2026 na Restinga de
Marambaia, em Mangaratiba (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
"É um crescimento de todos nós, utilizando, por exemplo,
o carro lagarta anfíbio, uma capacidade de um veículo blindado que sai do navio
para a terra, que o francês não dispõe ainda hoje. Em contrapartida, utilizar
os meios deles, com as embarcações desembarque e com seus carros
blindados."
O comandante acrescenta que a missão conjunta com a França
permite antecipar saberes estratégicos para as forças brasileiras.
A oportunidade de operar, com o nosso navio, o
porta-helicópteros Dixmude cresce de importância para que a gente já ganhe esse
know-how para a utilização de navios anfíbios."
Navio francês Dixmude
O navio francês Dixmude pode transportar até 650 soldados, 16
helicópteros, 110 veículos blindados e 13 tanques. com quase 200 metros de
comprimento e mais de 9 mil metros quadrados, distribuídos em 12 andares, conta
ainda com hospital, capela, restaurante, academia e estruturas hoteleiras.
Rio de Janeiro (RJ),
30/04/2026 - Foto feita em 28/04/2026 –
Marinheiros da Marinha do Brasil e da França fazem exercícios durante a missão
Cerca de 1,7 mil militares participaram do exercício de
intercâmbio entre Brasil e França- Tomaz Silva/Agência Brasil
O comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, destaca a
versatilidade da embarcação.
"Por um lado, é um navio de assalto anfíbio capaz de
projetar forças do mar para a terra usando seus veículos anfíbios, mas também
de fazê-lo por helicóptero. É também um navio-hospital, com recursos que ficam
à disposição das Forças Armadas."
O comandante Delrieu ressalta que a missão marca um legado de
vários séculos da Marinha francesa. "Há 400 anos, a Marinha francesa está
presente em todos os oceanos para proteger nossos interesses e trabalhar com
nossos parceiros e aliados. Esta missão, que acontece aqui no Brasil e ao redor
do mundo durante cinco meses, é um exemplo da longa história."
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Com informações Sociedade Militar.
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