EM MEIO AOS ESCOMBROS, ATIVISTA BRASILEIRO THIAGO ÁVILA VIRA MURAL EM GAZA
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Thiago Ávila vira mural em Gaza – Foto: reprodução Mohamed
Ahmed/ICL Notícias. |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 11h53 desta segunda-feira, 11 de maio
de 2026
Após sequestro por Israel, Thiago está livre e foi deportado
para a cidade do Cairo, no Egito, neste fim de semana
Thiago Ávila não chegou até Gaza. Há uma semana, ele foi
sequestrado de seu barco que tinha o território palestino como destino. O
ativista brasileiro foi preso por Israel e, neste fim de semana, deportado ao
Brasil. Mas ele se transformou em um símbolo da ajuda humanitária e, neste
domingo, ganhou um mural em Gaza.
O artista, Obeil Al Qarshali, escolheu um dos raros muros
ainda de pé em Gaza para pintar a imagem de Ávila. Com 28 anos, ele explicou:
Por meio dessa obra, eu queria expressar meu apoio a eles, e
esse é meu presente depois de sua libertação da prisão de Israel.
Quero encorajá-los a continuar a apoiar a Palestinas e quero
dizer que a Palestina não se esquece quem fica ao seu lado e a apoia.
As imagens e depoimento foram enviados ao ICL Notícias pelo
fotógrafo palestino Mohamed Ahmed.
Nos últimos dias, a prisão do ativista despertou uma
preocupação internacional. A ONU quer que os maus-tratos contra o brasileiro
sejam investigados. Num comunicado emitido na semana passada, a entidade
defendeu que os responsáveis por violações sejam levados à Justiça.
Conforme o ICL Notícias já havia revelado na terça-feira com
exclusividade, a pressão da ONU era para que Ávila fosse solto, sem qualquer
condição imposta.
Além de Ávila, foi levado para Israel o ativista Sair
Abukeshek, de nacionalidade espanhola.
O governo brasileiro falou em “sequestro”. Mas não optou por
romper relações diplomáticas com Israel.
A defesa do brasileiro apontou que a prisão de Ávila foi
marcada por violência. De acordo com um comunicado, os ativistas permanecem em
isolamento total, submetidos a iluminação intensa 24 horas por dia, em suas
celas, e mantidos com os olhos vendados sempre que são transferidos, inclusive
durante exames médicos.
O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen
Al-Kheetan, afirmou:
Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda
humanitária à população palestina em Gaza, que necessita urgentemente dela.
Relatos perturbadores de maus-tratos severos infligidos a Abukeshek e de Avila
devem ser investigados, e os responsáveis devem ser levados à justiça.
Exigimos o fim da detenção arbitrária por Israel e da
legislação antiterrorista, ampla e vaga, incompatível com o direito
internacional dos direitos humanos. Israel também deve pôr fim ao bloqueio a
Gaza e permitir e facilitar a entrada de ajuda humanitária em quantidade
suficiente na Faixa de Gaza sitiada.
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Com informações ICL Notícias.
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