COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA (CCJ) DA CÂMARA DOS DEPUTADOS RETOMA DEBATE SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL DE 18 PARA 16 ANOS; CONFIRA
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro
Neves.
Postagem
publicada às 11h14 desta terça-feira, 19 de maio de 2026.
Os
parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição
32/15. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão
especial.
Na última
quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que
dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta,
deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos
brasileiros defendem a redução da maioridade penal.
Para o
parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda
que a Constituição permite a mudança.
“O caminho
mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18
anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema
gravidade”.
Na proposta,
Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o
cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos
processuais específicos e a proibição de penas cruéis.
Já o
advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do
Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel
de Castro Alves, defende que a proposta é “oportunista e demagógica”, com fins
eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.
“Os
parlamentares sabem sobre a inconstitucionalidade da proposta baseada na
supressão de direitos fundamentais dos adolescentes de responderem por seus
atos com base no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], e não pelo Código
Penal”, disse, ao citar que o critério de maioridade penal aos 18 anos é
adotado pela muitas nações.
“Reduzir a
idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir
socialmente seus adolescentes. Quando o Estado, a sociedade e as famílias
excluem, o crime acaba incluindo”, completou, ao classificar a proposta como
ilusória e com o objetivo de ludibriar a opinião pública.
Números
Dados do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil
adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de
1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Com
informações da Agência Brasil.
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