MPRJ ACOMPANHA INVESTIGAÇÕES SOBRE MORTE DE EMPRESÁRIO POR POLICIAIS
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| (crédito foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 22h33 desta segunda-feira, Agência
Brasil.
O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) acompanha as
investigações da morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira,
ocorrida na última quarta-feira (22), na Pavuna, zona norte do Rio.
O caso foi comunicado ao plantão de monitoramento, conforme
previsto na ADPF 635 [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental],
conhecida como ADPF das Favelas.
O GAESP/MPRJ também segue acompanhando o andamento das
investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Delegacia
de Homicídios da Capital para esclarecer as circunstâncias da ação policial,
identificar eventuais irregularidades em relação aos protocolos operacionais e
apurar a responsabilidade de todos os envolvidos, inclusive os que não estavam
presentes na cena do crime.
Daniel, de 29 anos, foi morto após o carro em que estava com
dois amigos ser alvo de cerca de 23 tiros, de acordo com testemunhas, durante
uma abordagem policial na Pavuna. Daniel chegou a sinalizar com os faróis do
veículo, na tentativa de indicar que se tratavam de moradores da região, mas os
disparos não cessaram.
O sargento Rafael Assunção Marinho e o cabo PM Rodrigo da
Silva Alves foram presos em flagrante pela Corregedoria da corporação por
homicídio doloso, quando há intenção de matar. O crime é previsto na Justiça
Militar. O juiz manteve os dois
policiais presos, após passarem por
audiência de custódia.
Esclarecimentos
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CDDHC)
da Assembleia Legislativa doRio de Janeiro atendeu a viúva de Daniel Patrício
Santos de Oliveira, Karina Paes. A comissão vai oficiar a Corregedoria da
Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública para solicitar
esclarecimentos sobre os protocolos adotados na ação policial e informações
sobre o uso das câmeras corporais pelos agentes envolvidos.
Para a presidente da CDDHC, deputada Dani Monteiro, o caso
evidencia uma lógica recorrente de violações.
“Há indícios graves de uso desproporcional da força e quebra
de protocolos, em um contexto que já vitimou outras pessoas, como a médica
Andrea Marins, no mês passado. Mais uma vez falamos que isso não é episódio
isolado”.
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Com informações Agência Brasil.

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