MARINHA DO BRASIL: 'EM GESTO RARO QUEBRA PROTOCOLO, DETALHA CHEGADA DE PORTA-AVIÃO NUCLEAR DOS EUA; AGE PARA CONTER DESINFORMAÇÃO E TEMOR NO PAÍS'
![]() |
| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 11h45 deste sábado, 25 de abril de 2026.
Marinha reage a avanço de desinformação, reforça soberania e antecipa narrativas sensíveis sobre presença militar dos EUA em ano eleitoral
Porta-aviões
nuclear USS Nimitz durante operações navais; navio participará de exercícios
com a Marinha do Brasil em meio a preocupações sobre ingerência e
desinformação. Foto: Marinha dos EUA (U.S. Navy) / Mass Communication
Specialist 3rd Class Elliot Schaudt
Em um gesto
pouco comum, a Marinha do Brasil divulgou um texto nesta quinta-feira, 23 de
abril, para esclarecer a chegada do porta-aviões norte-americano USS Nimitz ao
litoral do Rio de Janeiro.
A decisão da
Marinha ocorre diante do risco de disseminação de informações falsas e do
aumento da preocupação pública sobre possíveis ingerências dos Estados Unidos
em um ano eleitoral, em meio ao histórico recente de conflitos envolvendo o
país comandado por Donald Trump.
As reações
já vinham ganhando força e ficaram evidentes em reportagem publicada pelo
portal Revista Sociedade Militar no dia 22 de abril.
Normalmente,
o governo brasileiro e a Marinha do Brasil não divulgam com antecedência que
determinado navio de guerra virá ao Brasil, tampouco se prestam a esclarecer
motivações ou detalhes das visitas. Os informes costumam se restringir, de
forma bastante simplificada, ao Diário Oficial da União.
Marinha
afirma controle total e tenta conter narrativa de crise
No
posicionamento oficial, a Marinha reforça que a presença de meios estrangeiros
ocorre sob total conhecimento e coordenação do Brasil:
“Trata-se de
uma prática comum no âmbito da Diplomacia Naval, baseada em acordos de
cooperação e no respeito à soberania dos países envolvidos”.
A
sinalização busca neutralizar interpretações de perda de controle ou pressão
externa sobre o território nacional.
No último
dia 31 de março, o portal Revista Sociedade Militar revelou que o Brasil
recebeu em 2025 um total de 31 navios de guerra em seus portos e águas
jurisdicionais.
A maioria
das embarcações era oriunda de países como Argentina, França e Reino Unido, o
que reforça o caráter recorrente desse tipo de operação.
Cooperação
com os EUA entra no centro da narrativa estratégica
A Marinha
também destacou a participação frequente do Brasil na operação Southern Seas,
conduzida pelo Comando Sul das Forças Navais dos EUA / 4ª Frota.
Segundo a
Força Naval, essa presença constante “evidencia um histórico consistente de
cooperação com forças navais norte-americanas”.
“Esse
conjunto de experiências demonstra que a presença de meios estrangeiros no
Brasil ocorre dentro de um ambiente estruturado, previsível e baseado em
décadas de cooperação. Mais do que eventos isolados, essas operações refletem
um processo contínuo de aperfeiçoamento, que prepara a Marinha para atuar em
cenários cada vez mais complexos no Atlântico Sul”.
O
Contra-Almirante Carlos Marcelo Fernandes, Comandante da Segunda Divisão da
Esquadra, complementa:
“Operar com
outras Marinhas é sempre uma oportunidade de desenvolver a interoperabilidade e
aperfeiçoar capacidades, além de estreitar os laços de amizade, tradicionais
das Forças Navais”.
USS Nimitz:
escala, poder e simbolismo no Atlântico Sul
O USS
Nimitz, considerado o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação,
realizará exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil e atracará no porto do
Rio de Janeiro entre os dias 11 e 14 de maio.
Com 332
metros de comprimento, o navio de guerra está entre os maiores do mundo e
lidera um grupo de ataque formado por caças, helicópteros, destróiers e outro
porta-aviões: o USS Gridley.
Para efeito
de comparação, o NAM Atlântico, maior navio de guerra da América Latina, possui
208 metros e não comporta aviões, apenas helicópteros.
Força
empregada pelo Brasil indica operação de grande escala
Na Southern
Seas 2026, a Marinha do Brasil empregará:
Fragata
Independência
Fragata
Defensora
Submarino
Tikuna
2
helicópteros AH-11B Super Lynx
A operação
ocorrerá também nas costas de Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru,
México, El Salvador, Guatemala e Uruguai.
O Brasil, no
entanto, será um dos únicos quatro países a receber navios norte-americanos em
portos, ao lado de Chile, Jamaica e Panamá.
Segundo a
Marinha, a escolha ocorre devido à “posição estratégica do país no Atlântico
Sul, área relevante para a segurança das rotas marítimas e a proteção de
recursos”.
*******
Com informações Revista Sociedade Militar.


.webp)
.jpeg)


.png)




Comentários