CONSELHEIRO DE TRUMP DIZ QUE BRASILEIRAS SÃO 'PUTAS' E "PROGRAMADAS' PARA CAUSAR CONFUSÃO
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| (crédito: foto reprodução IFP) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 10h33 deste sábado, 25 de abril de 2026.
Paolo Zampolli esteve em um relacionamento de quase 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro
O enviado de assuntos especiais de Trump, o empresário Paollo Zampolli, deu um show de misoginia em entrevista à emissora italiana de rádio RAI. O principal alvo? As mulheres brasileiras. Durante uma série de declarações violentas, o conselheiro trumpista afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.
Zampolli foi casado por quase 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, quem cita durante a entrevista. Juntos, eles têm um filho de 15, cuja guarda está sendo disputada nos tribunais americanos.
“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, disse. Em seguida, foi questionado por um repórter se seria uma questão genética. Ele respondeu que as “mulheres brasileiras são programadas”.
Questionado pelo jornalista se isso ocorreria por casos de extorsão, ele respondeu: “Não, para causar confusão”.
Na mesma entrevista, o jornalista também perguntou a Zampolli sobre uma amiga de Amanda, identificada por ele apenas como “Lidia”. Ao responder, ele voltou a usar termos ofensivos para se referir a mulheres brasileiras.
“É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”, declarou Zampolli.
O empresário já havia sido citado em reportagem do jornal The New York Times, que apontou suspeitas de que ele teria exercido influência política na deportação de Amanda para o Brasil, após ela ser detida sob acusação de fraude no trabalho.
De acordo com o jornal, Zampolli teria telefonado, em junho de 2025, para David Venturella, então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), logo após a prisão de sua ex-esposa em Miami.
Após tomar conhecimento da detenção, o empresário indicou a autoridades que a ex-mulher estaria em situação irregular nos Estados Unidos e levantou a possibilidade de sua transferência para a custódia do ICE, conforme registros obtidos pela reportagem e relatos de uma fonte próxima ao caso.
Ainda segundo o New York Times, Venturella entrou em contato com o escritório do ICE em Miami, ressaltando que o caso era de interesse de alguém com ligação à Casa Branca, para assegurar que agentes buscassem Ungaro na prisão antes que ela fosse liberada mediante fiança. Ela acabou sendo colocada sob custódia do órgão e, posteriormente, deportada.
Hoje no Brasil, Ungaro disse ao Times que acredita que a influência de Zampolli foi determinante na sua deportação e relatou que ele teria prometido casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.
O Departamento de Segurança Interna, responsável pela supervisão do ICE, informou em nota que Ungaro foi presa e deportada por estar com o visto vencido e por responder a uma acusação de fraude.
“Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é FALSA”, afirmou o órgão em comunicado.
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Com informações apuração Blog Eterno Aprendiz.


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