ATENÇÃO: EMIRADOS ÁRABES ANUNCIAM SAÍDA DA "0PEP"; PREÇOS DO PETRÓLEO DISPARAM
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 18h43 desta terça-feira, 28 de abril 2025.
Governo afirma que agora pretende focar em suas próprias prioridades
Os Emirados Árabes Unidos comunicaram nesta terça-feira (28) que irão deixar a Opep e também a Opep+. A decisão, segundo o governo, está ligada à necessidade de priorizar interesses nacionais e estratégias econômicas de longo prazo.
A saída do país surpreendeu o mercado internacional, especialmente em um momento de forte tensão no setor energético devido à guerra no Oriente Médio. Após o anúncio, o petróleo tipo Brent, referência internacional, tinha alta de 2,80%, cotado a US$ 111,26 o barril. Mais cedo, a cotação chegou a US$ 112,53 — maior nível desde 27 de março, quando bateu US$ 112,57.
Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subia 3,65% no mesmo horário, a US$ 99,89.
Os Emirados Árabes Unidos ocupam posição de destaque no mercado global de petróleo, sendo o terceiro maior produtor dentro da Opep, atrás apenas de Arábia Saudita e Irã. A produção do país girava em torno de 3,6 milhões de barris por dia antes do agravamento do conflito na região, segundo a Agência Internacional de Energia.
De acordo com comunicado oficial, a saída passa a valer a partir desta sexta-feira (1º). O governo afirmou que a decisão reflete uma estratégia alinhada ao novo perfil energético do país, destacando que, ao longo dos anos, contribuiu significativamente com o grupo, mas que agora pretende focar em suas próprias prioridades.
Emirados tinham divergências sobre produção e estratégia
Analistas apontam que a insatisfação dos Emirados com as cotas de produção da Opep já vinha se acumulando há anos. As limitações impostas pelo cartel impediam o país de ampliar suas exportações, mesmo com capacidade para produzir mais.
Para especialistas, esse fator foi determinante. Segundo avaliação de Firas Maksad, os Emirados buscavam maior liberdade para expandir sua produção, enquanto outros membros, como a Arábia Saudita, adotavam uma postura mais restritiva para sustentar os preços.
Além das questões econômicas, também há um componente geopolítico. O alinhamento mais próximo dos Emirados com Estados Unidos e Israel, em contraste com outros países do grupo, teria ampliado diferenças internas, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã.
A saída dos Emirados pode enfraquecer a capacidade da Opep de influenciar o mercado. De acordo com Jorge León, o grupo tende a ficar “estruturalmente mais fraco”, já que poucos países ainda possuem capacidade ociosa para ajustar rapidamente a produção.
Com isso, cresce a possibilidade de maior volatilidade nos preços do petróleo, já que o cartel pode ter mais dificuldade em equilibrar oferta e demanda em momentos de crise.
O cenário é agravado por problemas logísticos na região. O estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, enfrenta restrições devido a ações do Irã, afetando diretamente o fluxo de exportações do Golfo.
Além disso, relações entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita vinham se deteriorando, especialmente após divergências políticas e conflitos indiretos, como no caso do Iêmen.
Fundada em 1960, a Opep passará a contar com 11 membros após a saída dos Emirados. Nos últimos anos, o grupo já havia perdido outros países, como Catar, Equador e Angola, o que levanta questionamentos sobre sua coesão e influência no cenário global.
A decisão dos Emirados reforça um movimento de reconfiguração no mercado de energia, em um momento marcado por instabilidade geopolítica e disputas estratégicas entre grandes produtores.
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Com informações ICL Notícias




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