TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RJ ANULA ELEIÇÃO DE DOUGLAS RUAS COMO PRESIDENTE DA ALERJ
![]() |
| (crédito: foto reprodução "IA" Agência Brasil) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 22 horas desta quinta-feirA, 26 de março de 2026.
A presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação da
Assembleia Legislativa do Rio e Janeiro (Alerj) que elegeu o deputado Douglas
Ruas (PL) como presidente da Casa nesta quinta-feira (26).
Na decisão, a magistrada considerou que, o processo eleitoral
na Alerj só poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos pelo Tribunal
Regional Eleitoral (TRE), conforme determinou o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), na decisão que cassou o mandato do então presidente da Alerj, deputado
Rodrigo da Silva Bacellar.
A retotalização consiste em contabilizar os votos das
Eleições 2022 para deputado estadual desconsiderando os votos recebidos por
Rodrigo
Bacellar. O TRE marcou cerimônia para a próxima terça-feira
(31).
Composição oficial
A desembargadora Suely Magalhães explicou que, antes da
deflagração da eleição, é necessária a realização da retotalização dos votos
para permitir que seja definida a composição oficial do colégio eleitoral da
Alerj apto a participar do processo de escolha do novo presidente da Casa.
“A cronologia lógica a ser observada no cumprimento da decisão da Justiça Eleitoral é inequívoca: primeiro retotalizar os votos, para assegurar a legitimidade da composição da Casa Legislativa e, assim, a higidez do colégio eleitoral e do próprio sufrágio interno que se avizinha; e só então deflagrar o processo eleitoral.”
A presidente em exercício avaliou que a mesa diretora da Alerj acatou, em parte, a decisão do TSE, considerando, apenas, a vacância do cargo da presidência, após a cassação do mandato do deputado Rodrigo Barcellar.
“Admitiu-se a vacância do cargo de chefia do Poder Legislativo – outrora ocupado por Rodrigo Bacelar –, a ponto de iniciar o processo de escolha do novo presidente, mas não se reconheceu a perda do mandato parlamentar em si, tampouco a impostergável retotalização dos votos, que poderia culminar, inclusive, na alteração da própria composição do Parlamento, com o potencial surgimento de novos eleitores e candidatos”, acrescentou Suely Magalhães.
A magistrada ressaltou que o processo eleitoral deflagrado
pela mesa diretora, sem o cumprimento integral da decisão do TSE, interfere,
não só na escolha do novo presidente da Alerj, como, na definição daquele que
vai assumir como governador do Estado.
Entenda
Desde maio de 2025, o estado do Rio de Janeiro não tinha
vice-governador, uma vez que Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga de
conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aprovado pela própria Alerj.
Com a manobra, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar,
passou a ser o primeiro na linha sucessória.
No entanto, em 3 de dezembro de 2025, Bacellar foi preso pela
Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que investigou a ligação de
políticos com o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do
estado.
Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Bacellar foi
afastado da presidência, mesmo depois de libertado da prisão.
Dessa forma, a Alerj passou a ser presidida, de forma
interina, pelo deputado Guilherme Delaroli (PL). Mas, por causa da
interinidade, Delaroli não ocupa lugar na linha sucessória.
Na segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou ao cargo,
manifestando interesse em disputar uma vaga no Senado na eleição de outubro.
A manobra era vista também para escapar de uma eventual
inelegibilidade, uma vez que enfrentava um julgamento no TSE por abuso de poder
político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.
O julgamento terminou de forma desfavorável para Castro, com
o TSE o considerando governador cassado e inelegível até 2030.
A decisão também cassou e tornou inelegível o deputado
estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro.
Na mesma decisão, a Justiça Eleitoral determinou então que a
Alerj realizasse eleições indiretas para o governo do estado.
Desde a renúncia de Castro, o comando do Executivo do Rio de
Janeiro está sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de
Justiça (TJ), Ricardo Couto de Castro.
*******
Com informações Agência Brasil.

-EDIT.jpg)





.avif%20(1).jpg)
.png)
.jpg)

Comentários