PREOCUPANTE: "PETRÓLEO SOBE 10% OPERADORES DIZEM QUE PODE IR A US$ 100 POR GUERRA NO GOLFO; CONFIRA
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 4h47 desta sexta-feira, 02 de março de 2026.
Após alertas de Teerã, grande parte dos armadores e empresas do setor decidiu suspender o transporte no Estreito de Ormuz.
Apesar de os mercados futuros estarem fechados durante o fim de semana, negociações no mercado de balcão já indicam disparada nos contratos de petróleo. O barril do tipo Brent crude avançou cerca de 10% neste domingo, chegando a US$ 80, em meio ao aumento das tensões após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o que ampliou o risco de um conflito de maior escala no Oriente Médio.
Na sexta-feira, antes do encerramento das negociações, o Brent já havia alcançado US$ 73 por barril — o maior patamar desde julho — refletindo o agravamento do cenário geopolítico. Especialistas avaliam que, com a retomada das operações, as cotações podem se aproximar ou até superar US$ 100, dependendo dos desdobramentos da crise.
A principal apreensão do mercado envolve uma possível interrupção no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula mais de 20% do petróleo mundial. Após alertas emitidos por Teerã, grande parte dos armadores e empresas do setor decidiu suspender temporariamente o transporte de petróleo, derivados e gás natural liquefeito pela região.
Analistas alertam que um bloqueio total da passagem poderia gerar um choque de oferta comparável ao da década de 1970. Cálculos indicam que entre 8 e 10 milhões de barris por dia poderiam sair do mercado, mesmo considerando alternativas como o oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita e a infraestrutura de escoamento de Abu Dhabi.
Embora a Opep+ tenha anunciado um aumento modesto de 206 mil barris diários a partir de abril — volume inferior a 0,2% da demanda global —, analistas consideram a medida insuficiente para neutralizar eventuais perdas relevantes na oferta.
As projeções divergem: há estimativas de abertura próxima a US$ 100 por barril, enquanto análises mais cautelosas apontam manutenção acima de US$ 90 no curto prazo. A consultoria Rystad Energy projeta uma alta imediata de US$ 20, levando o Brent para cerca de US$ 92 na reabertura dos mercados.
A instabilidade também coloca governos e refinarias asiáticas em alerta, com revisão de estoques e busca por rotas alternativas de abastecimento. A Índia, por exemplo, pode ampliar a importação de petróleo russo para compensar eventuais restrições no Oriente Médio.
O contexto reforça o receio de que a escalada de tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel gere não apenas impactos geopolíticos, mas também uma nova onda de pressão inflacionária global, impulsionada pelo encarecimento da energia.
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Com informações ICL Notícias











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